João Candido continua no estaleiro

Lançado ao mar em maio do ano passado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela então candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, o petroleiro João Candido nunca entrou em operação. O novo prazo de incorporação do navio à frota da Transpetro é dezembro. Se cumprido o prazo anunciado recentemente pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o atraso da entrega do João Candido terá sido de 16 meses.

RIO , O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2011 | 03h07

As razões para atraso tão grande nunca foram bem esclarecidas, nem pelo estaleiro, localizado na cidade de Ipojuca, no litoral de Pernambuco, nem pela Transpetro. Falou-se em erro no projeto, em falhas na construção e em mão de obra sem qualificação, entre outras possíveis causas. Recentemente, o estaleiro também atribuiu um atraso adicional a uma greve dos trabalhadores.

As dúvidas em relação ao João Candido levaram o EAS a uma crise sem precedentes. Controlado pelos grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, pela PJMR Empreendimento e pela sul-coreana Samsung Heavy Industries, o estaleiro demitiu neste ano a maior parte dos executivos responsáveis pela construção do petroleiro. / S.T.

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