Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Joaquim Levy diz que moeda única exige convergência de políticas

Para o presidente do BNDES, ideia é 'interessante, mas complexa'; possibilidade surgiu em visita de Bolsonaro à Argentina

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2019 | 17h54

RIO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, disse nesta sexta-feira, 7, ao sair um almoço com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que a ideia de uma moeda única entre o Brasil e Argentina "é interessante, mas complexa". 

Ele lembrou que a unificação das moedas exige convergência de políticas, inclusive fiscal, e que esta é também a opinião de Guedes, recém chegado da Argentina. Guedes participou com Levy e vários empresários do encontro promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), em clube na zona sul do Rio. Levy afirmou que na Europa a moeda única, o euro, deu um impulso de integração na região, mas que é necessário estudar o assunto. "Tem que ver se as condições são similares, é uma decisão política", afirmou Levy ao deixar o encontro. 

'Sonho' 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta sexta-feira, 7, que foi dado na Argentina o primeiro passo em direção a uma moeda única no Mercosul. "É o primeiro passo para um sonho de uma moeda única. Como aconteceu com o euro lá atrás, pode acontecer o peso real aqui", disse ele ao deixar o hotel onde estava hospedado em Buenos Aires

Repercussão 

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que a ideia de moeda única para a América do Sul é embrionária e assunto para o ministro da Economia, Paulo Guedes, mas avaliou que eventual unificação poderia ser positiva. 

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a ideia e a questionou por meio do Twitter. "Será? Dólar valendo R$ 6,00? Inflação voltando? Espero que não", disse o deputado. Entre as interações com o post, a maioria dos internautas criticou o posicionamento de Maia. 

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