Jobim: acordo aéreo com a UE vale a partir de julho

O ministro da Defesa Nelson Jobim explicou que os acordos relativos ao setor aéreo que serão assinados em breve entre o Brasil e a União Europeia começam a vigorar no dia 14 de julho. Segundo ele, os acordos representam a abertura do mercado europeu para o Brasil. Jobim assinou hoje com representantes da UE uma declaração sobre os dois acordos que preveem mais voos partindo da Europa em direção ao Brasil e vice-versa, além do fato de que as certificações de segurança de aeronaves a serem exportadas para aquele continente poderão ser feitas no Brasil sem necessidade de uma nova certificação europeia.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

25 de maio de 2010 | 11h17

Jobim exemplificou que no caso do acordo relativo aos voos, haverá designação de companhias aéreas dos países membros da UE como europeias, e não pelo país de origem. Deste modo, segundo ele, uma empresa aérea da Alemanha por exemplo poderá iniciar o voo em direção ao Brasil partindo da França ou de outro país membro daquela comunidade. "Isso aumenta a concorrência com benefícios para o cidadão", disse o ministro.

No caso do acordo relativo a certificação de aeronaves ele disse que haverá um novo impulso para as exportações brasileiras de empresas como a Embraer. Jobim explicou que atualmente a UE já é o maior mercado da aviação brasileira com 198 voos partindo a cada semana do Brasil para aqueles países. "No momento estes números são ínfimos. Há muito o que fazer, muitos países da UE ainda não têm ligação direta com o Brasil", afirmou.

Ainda segundo o ministro, os acordos terão que beneficiar o que ele chama de três eixos do setor, que são as empresas, trabalhadores, e usuários. "Os benefícios são para ampliação do setor e não para subgrupos", afirmou. Ele participa da Cúpula sobre Aviação Civil União Europeia-América Latina.

Copa do Mundo

Jobim disse também que está tranquilo em relação à adequação dos aeroportos brasileiros à realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. "Ninguém gosta de profecias para o bem, e sim para o mal. Chegaremos lá com muita tranquilidade", afirmou. Segundo o ministro, a preocupação do governo é com o crescimento anual de 10% no número de usuários da aviação civil do Brasil e não necessariamente com os grandes eventos esportivos. "A preocupação não é especificamente com a Copa e com as Olimpíadas, mas o aumento significativo da aviação civil do Brasil. todas as providências estão sendo tomadas com profissionalização dos quadros (do setor)", disse.

Segundo ele, uma das soluções mais rápidas que podem ser encontradas para melhoria da estrutura dos aeroportos é colocar módulos que substituirão com conforto os terminais de embarque e desembarque como já ocorre em Florianópolis (SC). Ainda segundo ele, o ministério da Defesa quer discutir com empresas do setor privado que operam voos com poucos passageiros como táxis aéreos que se responsabilizem pela construção de aeroportos para este fim, sem depender de iniciativas governamentais.

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