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Jobim diz que desconforto nos aviões é de toda a população

A reunião do ministro da Defesa,Nelson Jobim, com representantes das empresas aéreas reveloumais uma vez o seu descontentamento com a Agência Nacional deAviação Civil (Anac), cuja diretoria tem sido apontada como umadas responsáveis pela crise no setor aéreo desde o acidente comum Airbus da TAM, que deixou 199 mortos no mês passado. Além de realizar a reunião com representantes dascompanhias aéreas nesta segunda-feira sem a presença deautoridades da agência reguladora, Jobim também minimizou adeclaração do presidente da Anac, Milton Zuanazzi, de que oproblema de espaço dentro dos aviões, queixa do ministro,atinge apenas 5 por cento dos passageiros. "Não sei o que ele falou. Não importa", rebateu Jobimquando questionado sobre o assunto. "Temos um desconfortoverificado por toda a população", disse. Na reunião com as empresas, o ministro voltou a insistir emseu pedido de aumentar o espaço entre as poltronas dasaeronaves. O ministro, que tem 1,90 metro de altura, pediu arepresentantes do Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias(Snea) o aumento dos espaços entre as poltronas das aeronaves,também chamados de espaço vital. "Lembrei ao Snea o problema de espaço vital (...) entre osassentos. Disse a eles que esse é um espaço anti-vital, porquerepresenta um desconforto absoluto", afirmou o ministro ajornalistas em coletiva de imprensa. Na reunião com o Snea, Jobim também ouviu o pedido dasempresas de modificação de algumas restrições impostas àsoperações no Aeroporto de Congonhas, local da tragédia com oAirbus da TAM. As companhias pediram alteração na determinação do Conselhode Aviação Civil (Conac) que definiu que o aeroporto paulistanoreceba vôos com no máximo duas horas de duração. As companhiasquerem que isso seja modificado para rotas de, no máximo, 1.500quilômetros de distância. O Snea também pediu o espaçamento de uma hora entre os vôosem Congonhas e recebeu de Jobim a promessa de que o ministériofará uma análise dos argumentos que acompanharam os pedidos dascompanhias.

REUTERS

13 de agosto de 2007 | 19h49

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