Jobim volta a descartar privatização da Infraero

O ministro da Justiça, Nelson Jobim, voltou a descartar hoje, no Rio, a privatização da Infraero, mas admitiu que o tema das concessões de aeroportos "está na mesa" do governo federal. No entanto, o ministro ressaltou que é necessário antes recuperar a estatal. "A primeira coisa a ser feita é um trabalho pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para que consigamos atualizar e modernizar a empresa. Sobre a questão do que fazer depois, o Ministério da Fazenda apresentou um projeto de abertura de capital, mas em momento algum se falou em privatização. O que se disse, e está na mesa, mas está longe de se examinar, é que poderíamos caminhar em alguns casos para a concessão de aeroportos, mas nunca privatização", declarou o ministro. Jobim reconheceu que dos 67 aeroportos brasileiros apenas 10 são rentáveis e adotou um tom cauteloso ao discorrer sobre as concessões. "Se você resolver caminhar para uma concessão, o que não é o caso, você não pode conceder só aquilo que dá lucro e ficar com o resto. É necessário verificar se o resultado da concessão pode financiar os demais aeroportos que não têm condições de lucratividade, porque a Infraero, no caso de uma concessão, perde a tarifa aeroportuária. Então, temos que fazer estes cálculos caso a caso e no momento oportuno. Agora não é o momento de falar disso. É o momento de reconstituição da Infraero. Porque se pensar em abrir o capital da empresa sem esta recuperação, ninguém vai colocar dinheiro", disse Jobim.

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