John Deere demite 502 no Rio Grande do Sul

A fabricante de máquinas agrícolas John Deere demitiu ontem 502 funcionários na fábrica de Horizontina, no Rio Grande do Sul, alegando necessidade de adequar o ritmo de produção de colheitadeiras e plantadeiras à demanda. As encomendas foram prejudicadas pela estiagem na Argentina e Paraguai, além da crise mundial. Em outubro, a empresa já havia cortado 200 temporários. Também ontem, dois sindicatos, que representam cerca de 7 mil trabalhadores da Vale em Minas Gerais, rejeitaram a proposta de licença remunerada com 50% dos salários. Em vez disso, querem que a Vale garanta estabilidade nos empregos e mantenha salários integrais à custa da redução de 50% na remuneração aos acionistas. A diretoria da Vale recomendou ao conselho de administração que a remuneração mínima aos acionistas seja de US$ 2,5 bilhões. Os sindicatos, que representam os trabalhadores de Congonhas, Ouro Preto e Itabira, propõem que o conselho reduza o valor a US$ 1,25 bilhão. Querem também que a Vale suspenda investimentos no exterior para manter empregos. E pedem ainda que a Vale reintegre os demitidos no fim de 2008 e início de 2009. Em Jacareí (SP), a Schrader Bridgeport Brasil, multinacional de autopeças, propôs redução de salário e de jornada aos funcionários como alternativa aos cortes. A companhia tinha cerca de 200 empregados e recentemente demitiu 60. Em vez de discutir o acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a negociação foi feita diretamente com os trabalhadores.Pela sexta vez desde setembro, a General Motors anunciou férias coletivas para funcionários da fábrica de São José dos Campos (SP). Desta vez, a medida envolve 200 funcionários do setor de veículos desmontados para exportação. As exportações da GM, em 2008, caíram 20%, para 100 mil veículos.

SANDRA HAHN, IVANA MOREIRA, PAULA PACHECO e CLEIDE SILVA, O Estadao de S.Paulo

24 de janeiro de 2009 | 00h00

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