Johnson & Johnson contabiliza lucro de 16% no 1º trimestre

A companhia farmacêutica e fabricante de produtos de higiene e consumo diário Johnson & Johnson registrou no primeiro trimestre de 2006 um lucro 16% superior ao do mesmo período de 2005. A companhia anunciou lucro líquido de US$ 3,3 bilhões (US$ 1,10 por ação), acima dos US$ 2,8 bilhões (US$ 0,94 por ação) no mesmo período do ano passado. A multa de US$ 368 milhões paga pela Guidant por ter cancelado o acordo de venda para a Johnson & Johnson ajudou no resultado. Em janeiro, a Guidant, fabricante de aparelhos cardiovasculares e equipamentos médicos, aceitou uma oferta de compra apresentada pela Boston Scientific, avaliada em US$ 27 bilhões, e que competia com a oferta da Johnson & Johnson. Descontando o faturamento extraordinário, assim como os US$ 29 milhões associados à compra das empresas Hand Innovations e Future Medical Systems, o lucro da Johnson & Johnson atinge US$ 2,97 bilhões (US$ 0,99 por ação). Mesmo assim, o resultado superou as projeções dos analistas de Wall Street, que calculavam para a empresa um lucro de US$ 0,98 por ação no trimestre. Por trás desta melhora, houve uma alta de 1,2% na receita, que chegou a US$ 12,992 bilhões. As vendas subiram 3,5%, compensando o efeito negativo de 2,3% da taxa de câmbio. A divisão de equipamento médico de Johnson & Johnson teve receita 4,5% superior à do mesmo período de 2005. Os negócios com produtos de consumo aumentaram 3,3%. No entanto, a divisão farmacêutica teve queda de 2,2% em sua receita. O setor foi afetado pela redução nas vendas dos remédios Duragesic, Sporanox e Ultracet. Os três tiveram que enfrentar a concorrência de remédios genéricos.O efeito foi compensado em parte pela melhora nas vendas do Risperdal, do antiinflamatório Remicade, e do Topamax, utilizado no tratamento da epilepsia e da dor de cabeça.Na manhã de hoje as ações da companhia, que fazem parte do Dow Jones, subiam US$ 0,25 (0,43%), sendo negociadas a US$ 57,90.

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