Joint venture entre a Cosan e a Shell fortalecerá etanol no mundo, diz Ometto

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Cosan destacou a união de negócios complementares entre as duas companhias e afirmou que a nova empresa irá fortalecer o etanol no mundo

Gustavo Porto, da Agência Estado,

27 de setembro de 2010 | 12h33

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, afirmou que a joint venture entre a companhia brasileira e a holandesa Shell "criará uma das mais competitivas empresas de biocombustíveis do mundo". O empresário destacou a "união de negócios complementares" entre as duas companhias e afirmou que a nova empresa irá "fortalecer o etanol no mundo". Ometto discursou na abertura da cerimônia de inauguração de oito usinas termoelétricas movidas a bagaço de cana-de-açúcar, em Barra Bonita (SP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Ometto, o desenvolvimento do setor e a criação da joint venture não seriam possíveis sem o apoio do governo federal e a defesa do etanol feita internacionalmente pelo presidente. "O governo federal, através do presidente Lula, defendeu a bandeira, e o BNDES apoiou a matriz energética", disse.

O empresário reconheceu que ocorreram mudanças de pensamento entre os empresários do setor durante os oito anos do governo Lula e afirmou que foram fruto das melhorias promovidas em diversas frentes. "Mudamos, porque os empresários do setor mudaram; e mudamos para melhor", afirmou. Ometto citou, ainda, o desafio para "desmistificar imagens distorcidas, construídas pelos que não conhecem o setor", por meio de uma campanha de comunicação.

Já o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, destacou os avanços do setor sucroalcooleiro durante os oito anos do governo Lula. Jank relatou que o processamento de cana no País dobrou de 320 milhões de toneladas para 640 milhões de t no período. "Nos últimos oito anos dobramos a quantidade de cana que conseguimos produzir em quase 500 anos", disse. Jank citou que, em 2003, no primeiro ano do governo Lula, foi produzido o primeiro veículo flex e, desde então, são 11 milhões de unidades. "As exportações do setor saltaram de US$ 2 bilhões para US$ 12 bilhões", concluiu Jank.

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