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Jorge anuncia mais setores beneficiados por revisão industrial

Indústrias naval e de defesa, setor de saúde e ferroviário serão contemplados com nova política do governo

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

04 de setembro de 2007 | 11h39

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, informou nesta terça-feira, 4, que, além do setor automotivo, vários outros serão contemplados com a revisão da política industrial do País. Segundo Jorge, está sendo preparada uma série de ações envolvendo a indústria naval, a indústria de defesa, o setor de saúde e o setor ferroviário.  Ele explicou que a idéia é a de estimular a produção de equipamentos nessas áreas, reduzindo-se o custo de compras do governo, implantando centros de tecnologia, substituindo importações e transformando o País em uma plataforma de exportação desses produtos. O ministro citou como exemplos armamento militar, helicópteros, fragatas e radares, que são comprados pelas três forças militares (Exército, Marinha e Aeronáutica). Jorge disse que a idéia é a de se fazer uma "atualização do parque da indústria de defesa" e exportar armamento militar. Outro objetivo, segundo ele, é o de se conseguir implantar no País empresas interessadas em produzir equipamentos na área de saúde.  O ministro contou que já há negociações com empresas para produzirem no País máquinas de hemodiálise que também seriam exportadas para países da América Latina.  Ele informou ainda que o governo quer atrair investimentos para o setor ferroviário. De acordo com Jorge, o País tem condições de produzir grandes locomotivas.  As ações de revisão da política industrial devem englobar, em alguns casos, isenções tributárias. Também pode haver a inclusão de alguns itens na lista de ex-tarifários no Mercosul para possibilitar uma arrancada na produção. O cronograma do governo, disse Miguel Jorge, prevê a conclusão dessas medidas para o final de setembro. Trigo Miguel Jorge informou também que já foi incluído na pauta da Câmara de Comércio Exterior (Camex) o pedido da Associação Brasileira da Indústria do Trigo de uma redução da Tarifa Externa Comum (TEC) incidente sobre o trigo já foi incluído na pauta da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Segundo o ministro, a redução do Imposto de Exportação no caso do trigo visa resolver um problema de abastecimento do mercado interno, em função da redução das importações procedentes da Argentina. Jorge negou que a redução da TEC esteja relacionado ao impacto na inflação. O ministro negou ainda que esteja em estudo a redução da tarifa também para importações de leite e carne. Miguel Jorge disse que não chegou à Camex nenhum pedido do Ministério da Agricultura nem do Ministério da Fazenda. "Não temos nenhuma informação do Banco Central de que a alta do preço das commodities terá impacto na inflação. Não há sinal de nenhum recrudescimento (da inflação)."

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