Jornada do investidor deve começar pelo conhecimento
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Jornada do investidor deve começar pelo conhecimento

Pessoa física que pretende aplicar recursos na Bolsa precisa saber quais são os seus objetivos e expectativas e buscar informações para entender conceitos básicos de risco e retorno

B3, Estadão Blue Studio
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25 de abril de 2021 | 07h00

Buscar novas formas de investimento parece ter entrado definitivamente nos planos de boa parte dos brasileiros.

Seja para quem pretende aumentar o capital para ter uma aposentadoria mais tranquila, seja para quem tem planos de estudar no exterior ou até mesmo comprar a casa dos sonhos.

O fato é que esse fenômeno recente, também impulsionado por mudanças no cenário econômico, agitou o mercado de capitais e levou cerca de 2 milhões de novos investidores para a B3, a Bolsa do Brasil, entre 2019 e 2020.

Independentemente do objetivo de cada investidor, o que se percebeu nos últimos tempos foi uma mudança de mentalidade diante do cenário econômico. Um número crescente de pessoas decidiu diversificar seus investimentos e a Bolsa de Valores é hoje uma alternativa cada vez mais comum. Mais pessoas superaram o medo de investir na Bolsa, buscaram informação e educação financeira e decidiram colocar parte de seu dinheiro em renda variável.

Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, explica que vários fatores nos últimos anos trouxeram esse novo contingente de investidores. O primeiro foi a consistente queda na taxa de juros, que motivou a busca por outras aplicações além da poupança.

O segundo veio pelo lado da oferta de produtos propiciada pelos avanços da tecnologia mobile de corretoras e bancos. Por fim, a melhora na qualidade e na quantidade de canais de informação.

Existe também um choque geracional contribuindo para esse momento. Arthur Vieira de Moraes, professor da B3 Educação, lembra que há muitos jovens aprendendo a investir.

“É uma geração que desconhece os problemas da época de hiperinflação porque nasceu depois do Plano Real. Já nasceu pensando no futuro. Antes, o pensamento era apenas chegar até o final da semana”, afirma.

Os números das pesquisas da B3 comprovam esse “despertar”, como definiu Paiva. Segundo esses dados, a quantidade de investidores em renda variável cresceu seis vezes no Brasil na última década, saltando de 583 mil em 2011 para 3,5 milhões em março de 2021. Paiva vê ainda muito potencial de crescimento. “Hoje, o investimento acumulado em caderneta de poupança é de quase R$ 1 trilhão. Se fizermos um corte considerando apenas as aplicações de R$ 5 mil ou mais, estamos falando de um universo de 20 milhões de pessoas que podem diversificar ainda mais suas aplicações”, calcula.

Para quem está chegando, o principal conselho é o conhecimento. “As primeiras perguntas que o investidor deve se fazer é: qual é o meu objetivo, qual o meu perfil, o que eu quero desse investimento?”, lista Paiva. Para entender o próprio perfil (conservador, moderado ou agressivo), os bancos e as corretoras oferecem questionários para tirar essa “fotografia”. Só a partir daí é que são feitas as recomendações de ativos.

Medos e mitos

Conquistada essa etapa, vem a fase de entender e se aprofundar sobre o funcionamento da Bolsa e seus altos e baixos. Ou seja, qual o risco e qual o retorno aos quais cada investidor está exposto. Para o professor Moraes, é preciso entender que o mercado não está desconectado de outros aspectos do cotidiano das pessoas. “Investimento é como outras decisões que você toma. Que carreira cursar na universidade, quando trocar de emprego etc. Não se pode fazer essas escolhas só pelo retorno. É preciso saber o custo-benefício”, compara.

Para ser cada vez mais preciso nessas avaliações, é essencial que o investidor busque informação de qualidade. A oferta crescente desses conteúdos deve ser filtrada com base na credibilidade e no conhecimento de cada fonte de informação. Para ajudar nessa trajetória do investidor, a B3 oferece desde abril do ano passado um hub gratuito de educação financeira.

Na plataforma, há conteúdos sobre finanças pessoais e investimentos produzidos por especialistas da Bolsa e do mercado. São materiais com profundidades e níveis de informações técnicas diferentes, atendendo investidores em todas as etapas, sejam eles iniciantes ou experientes.

Renato Eid, head de estratégia beta e integração ESG da Itaú Asset, diz que os agentes do ecossistema financeiro têm uma grande responsabilidade dentro do processo de fomentar a educação financeira. “Sem ajuda clara, eficiente e objetiva para a promoção da educação, a amplitude de produtos financeiros deixa de ser parte da solução para ser um problema.”

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Além das ações: entenda as siglas e como usar os índices na hora de investir

Quem está chegando à Bolsa acaba se surpreendendo com as possibilidades de investimento à disposição. Além das ações, há uma série de produtos que podem ajudar a compor a carteira do investidor, como ETFs, FIIs, BDRs e índices, como o Ibovespa, o principal indicador da B3.

Marcos Skistymas, superintendente de Produtos de Juros, Moedas e Equities da B3, concorda que todas essas siglas podem confundir o investidor que está no começo da jornada. Mas entender esse emaranhado de letras nem é tão difícil e vale a pena.

“É essencial que as pessoas procurem as corretoras e os bancos de investimento para que consigam traçar a melhor estratégia. E isso passa por entender as possibilidades de investimento”, afirma Skistymas.

Com a ajuda dele, deciframos um pouco mais sobre essa sopa de letrinhas e sobre os índices:

FIIs

Os Fundos de Investimento Imobiliário investem no mercado imobiliário, como o próprio nome indica. O fundo obterá renda com a locação, venda ou arrendamento dos ativos em sua carteira. Caso aplique em títulos e valores mobiliários, o investidor receberá os rendimentos distribuídos por esses ativos.

BDRs

Os Brazilian Depositary Receipts são valores emitidos no Brasil e que possuem como lastro ativos, geralmente ações, negociados no exterior. O investidor passa a deter indiretamente ações da companhia com sede em outro país.

ETFs

O Exchange Traded Fund é um fundo de índice, ou seja, o gestor do fundo tem a obrigação de seguir o índice que serve como referência. O investidor compra uma cota do ETF e o gestor compra cada ação que está dentro do índice. O ETF oscilará de acordo com a variação do índice de referência.

ÍNDICES

Os índices têm como grande objetivo servir como referência geral para o investidor. O Ibovespa, por exemplo, é chamado de “termômetro do mercado” por dar uma visão geral de como as empresas da Bolsa se comportam. Deve ser composto pelas ações mais negociadas e representativas de companhias listadas na B3 e corresponde a cerca de 80% do volume financeiro do mercado de capitais. Já o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) reúne empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável.

Guia básico para declarar seus investimentos no IR

Com a chegada de quase 2 milhões de pessoas físicas em 2020 à B3, muitos investidores farão a declaração do Imposto de Renda de investimentos pela primeira vez. Décio de Souza Camargo Neto, especialista tributário da B3, explica por onde o investidor deve começar.

O primeiro passo é reunir os documentos que comprovam os rendimentos recebidos pela pessoa física ao longo do ano em renda fixa, variável, dividendos e juros sobre capital próprio. Esses informes devem ser disponibilizados pela instituição financeira e pelos escrituradores. “É importante que o contribuinte mantenha ao longo do ano o controle dos rendimentos, bens adquiridos, operações realizadas em Bolsa e demais operações”, sugere o especialista.

O segundo ponto de atenção é que todos os investimentos, independentemente do tipo (renda fi xa, variável, ações, fundos ou BDRs), devem ser incluídos na aba “bens e direitos”, pelo valor do custo médio de aquisição ou do valor da aplicação.

Caso o investidor não tenha feito a venda dos ativos durante o ano vigente da declaração, ainda assim terá de incluir, na aba “bens e direitos”, os seus ativos no dia 31 de dezembro de 2020, já que a declaração é uma foto da situação no último dia de cada ano. Lembrando que o IR das vendas realizadas ao longo do ano é recolhido mensalmente.

Com essas dicas em mãos, os investidores já sabem por onde começar a declarar seus investimentos.

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Escolha de investimento exige estudo e visão de longo prazo


 

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