Jornal ‘Brasil Econômico’ encerra operações

O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 20h26

O grupo Ejesa decidiu encerrar as atividades do jornal Brasil Econômico, que terá a sua última edição na sexta-feira, 17, apurou o Estado com fontes da empresa. A edição online será descontinuada no mesmo dia. Não foi feito um comunicado oficial até esta terça-feira, 14, mas a medida foi confirmada por jornalistas do título.

A edição desta quarta-feira, 15, trará um anúncio com os motivos do fim do jornal especializado em economia, que começou a circular em 2009. As duas principais razões apontadas serão a crise econômica do País, além da conjuntura do mercado publicitário. O texto estava em elaboração pelo departamento comercial no início da noite de terça, e trará um número de telefone para retirar dúvidas. Os assinantes serão avisados que haverá o ressarcimento de pagamentos sobre o período em que o jornal não será entregue.

O Estado apurou que a intenção da Ejesa, controlada pela acionista majoritária Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos, é preservar as outras publicações: o jornal O Dia e o popular Meia Hora. O grupo português Ongoing Participações tem participação minoritária na Ejesa.

A discussão sobre o fim do Brasil Econômico já ocorria há alguns meses, uma vez que a receita gerada pelo jornal não era suficiente para cobrir as despesas. Um funcionário do alto escalão do jornal afirmou ao Estado que há uma avaliação interna de que faltaram investimentos em distribuição, além de marketing da publicação.

Ao todo, serão dispensados 36 funcionários das redações no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, apurou o Estado. A operação total com outras áreas, como a comercial, totaliza quase 50 trabalhadores. De acordo com relatos de funcionários, alguns salários estavam atrasados. Os empregados foram avisados por seus chefes em reuniões nesta terça.

Não há informações oficiais sobre a circulação, uma vez que o jornal não tem a medição pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC).

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