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Jornal pede que o G-20 expulse a Argentina

O The Wall Street Journal propôs ontem, em editorial, excluir a Argentina do G-20 e substituí-la pelo Chile, 'que superou a Argentina em desenvolvimento econômico e político'. Os "países civilizados" deveriam expulsar a Argentina do G-20 (bloco que reúne os países ricos e os principais emergentes) até que a presidente Cristina Kirchner se digne a "comportar-se como uma chefe de Estado de verdade, e não como uma pistoleira", publicou o jornal nova-iorquino.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2012 | 03h07

Segundo o editorial, a expulsão do G-20 seria a melhor forma de chamar sua atenção, já que "a senhora Kirchner não parece estar muito interessada em acatar qualquer tribunal internacional". O jornal ressalta o quanto prejudicial para a Argentina é a desapropriação da YPF da multinacional espanhola Repsol, já que esse comportamento vai "encorajar a fuga de capital".

A decisão da presidente "não faz sentido para a Argentina, levando em conta sua necessidade de capital estrangeiro para desenvolver reservas de petróleo e de gás são muito extensas".

A sra. Kirchner, diz o editorial, tenta salvar sua presidência enquanto o modelo econômico herdado de seu marido, o falecido Néstor Kirchner, perde fôlego. O jornal lembra que, ao assumir o cargo em 2003, após o fracasso da paridade entre o peso e o dólar, "Kirchner impôs controle sobre preços, revogou contratos, renunciou ao pagamento de dívidas, expropriou bens e afugentou investidores estrangeiros".

Na recuperação econômica que se obteve depois, "o crescimento partiu de uma base reduzida e foi alimentado por uma taxa de câmbio para o peso que era artificialmente baixa e do maior protecionismo, dirigido a gerar demanda interna".

Ao mesmo tempo, a Argentina foi beneficiária das baixas taxas de juros ditadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), que deram lugar a um "boom nos preços das matérias-primas que representam grande parte do Produto Interno Bruto da Argentina".

Agora, adverte o artigo, a economia desacelera e as reservas internacionais fogem. Ao roubar a Repsol, diz o editorial, a senhora de Kirchner pretende aproveitar-se dos sentimentos nacionalistas para apoderar-se das provisões de petróleo e os meios para alimentar "a máquina do clientelismo político". / EFE

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