José Fantine é indicato para diretoria geral da ANP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou para a diretoria geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) o engenheiro químico José Fantine, funcionário aposentado da Petrobras, hoje atuando como assessor da Coordenadoria de Programas de pós-graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A indicação deverá ser publicada no Diário Oficial desta sexta-feira. Posteriormente, Fantine será sabatinado pela Comissão de Infra-estrutura do Senado.Antigo defensor do monopólio da Petrobras, Fantine admite que os "tempos são outros" e que a abertura do mercado trouxe inúmeros benefícios ao País. "O Brasil adotou este modelo de leilões de áreas para a exploração do petróleo e isso tem trazido bons resultados: investimentos de outras empresas, geração de empregos etc", disse nesta Quinta à Agência Estado. Segundo ele, o convite foi feito diretamente pela ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, há alguns dias.Questionado sobre os motivos levaram ao seu convite, Fantine desconversou e disse não acreditar que sua "amizade acadêmica" com o atual secretário executivo do Ministério, Maurício Tolmasquim, e com o ex-presidente da Eletrobrás Luiz Pinguelli Rosa tenha pesado na escolha. "Tenho experiência de anos no setor, tanto na exploração e produção, quanto na área de logística, e várias outras. Alguém lembrou de mim lá", comentou.A proximidade com Pinguelli e Tolmasquim foi marcada por sua atuação na área de desenvolvimento e pesquisas da Petrobras (onde trabalhou até se aposentar, há sete anos) e acabou se estreitando mais nos últimos três anos. Foi nessa época que o engenheiro foi convidado a participar de uma assessoria à Coordenadoria de Programas de pós-graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Quando deixei a Petrobras eu estava no meio de um projeto de integração para pesquisa entre a Coppe, a estatal e outros órgãos públicos e universidades", explicou, lembrando que agora deverá deixar o posto, bem como as aulas que estavam ministrando. "Não que sejam funções incompatíveis, mas acho que vou ter muito trabalho lá (na ANP)".Sobre os desafios que terá que enfrentar na ANP, como o contingenciamento de recursos que tem impedido a agência de fazer um maior número de pesquisas tecnológicas, Fantine se diz otimista: "o governo está bastante empenhado em relação a esta área de petróleo, porque sabe que é um trunfo que o Brasil tem nas mãos". Ele também é reticente ao ser questionado sobre os temas mais polêmicos que envolvem o setor hoje (a Adin que contesta a lei do petróleo do STF, por exemplo): "É uma matéria em julgamento e não cabe a ninguém tecer palpites sobre isso no momento".

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