Werther Santana/Estadão - 17/2/2022
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Revogar a reforma trabalhista seria um retrocesso, diz presidente da Fiesp

Para Josué Gomes, é necessário que as legislações sejam reformadas para contemplar novas formas de trabalho

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2022 | 08h32

O novo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, disse ao Estadão que seria um retrocesso a revogação da reforma trabalhista aprovada no governo de Michel Temer. O executivo, porém, considera legítimo a discussão para um aprimoramento da reforma. Líderes do PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deram declarações recentes a favor da revisão ou revogação das mudanças trabalhistas.

“Se for para acabar com a reforma que aconteceu eu acho que é um retrocesso. Se for para aprimorar a reforma, vai ser necessário, mais cedo ou mais tarde. A reforma que foi feita tem avanços muito importantes. Talvez o maior deles seja o negociado prevalecer sobre o legislado”, afirmou Josué. “O que não se concebe é o que nós tivemos no passado, de uma CLT que vigorou por 70 anos, por aí. O mundo evoluiu. Precisamos entender que a evolução, em função da tecnologia, é tão rápida que é necessário que se esteja reformando as legislações para contemplar novas formas de trabalho. Por exemplo, os que trabalham em aplicativos, que fazem entregas ou dirigem carros. Isso, de alguma maneira, tem de ser contemplado.” 

O empresário mantém interlocução com o ex-presidente Lula e costuma figurar entre cotados para um eventual novo governo do petista, líder nas pesquisas de intenção de voto. Em dezembro do ano passado, antes de assumir a Fiesp, Josué se desfiliou do PL. Foi um gesto para reforçar o compromisso com a entidade empresarial. “Não vou ser próximo a nenhum governo, mas não vou me negar a discutir com nenhum governo”, afirmou o presidente da Fiesp.

 

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