Jovens do Brasil são mais preocupados com crise, diz estudo

Pesquisa de site de relacionamento indica que lusófonos também são os mais otimistas.

BBC Brasil, BBC

16 de setembro de 2009 | 16h10

Uma pesquisa do site de encontros virtuais Habbo divulgada nesta quarta-feira indica que os adolescentes do Brasil e de Portugal (língua portuguesa) são os mais preocupados com o impacto da crise econômica mundial sobre as suas vidas.

A empresa finlandesa consultou mais de 60 mil jovens entre 12 e 17 anos, em mais de 30 países, para descobrir de que forma a crise afetou a vida dos adolescentes.

Os resultados foram agregados por idioma. Desta forma, 89% dos lusófonos (que na sua maioria se concentram no Brasil e em Portugal) se disseram preocupados com a situação atual. Em seguida, vêm os jovens de Cingapura (8&%), seguidos por espanhóis e latino-americanos de língua espanhola (86%).

Nos Estados Unidos, país onde a crise começou e continua provocando graves problemas, os Estados Unidos, 84% dos adolescentes se disseram preocupados.

Grande parte dos jovens brasileiros e portugueses consultados também estão entre os mais preocupados com a entrada no mercado de trabalho (78%), perdendo apenas para os hispânicos (80%).

Estudo ou trabalho?

O medo do desemprego também estaria levando quase metade dos participantes (45%) - sendo que 76% dos entrevistados são estudantes - a continuar os seus estudos.

Mais uma vez, brasileiros e portugueses estão entre os mais preocupados (60%), mas neste quesito empatam com italianos e hispânicos.

Em contraste, finlandeses (19%), holandeses (24%) e suecos (25%) se dizem menos interessados em continuar os estudos e pensam em conseguir empregos logo.

Talvez o indicador mais claro de que a crise realmente atingiu o mundo seja que metade dos entrevistados que diz conhecer alguém que perdeu o emprego. Nos Estados Unidos, o índice foi de 69%, seguido por hispânicos (63%) e pela Grã-Bretanha (57%).

Curiosamente, brasileiros e portugueses, que se mostram muito preocupados com a crise, parecem conhecer menos pessoas que perderam empregos por causa dela: 51%. Os países com os menores índices nessa questão são a Noruega (33%), Finlândia (40%) e Suécia (42%).

Mesada curta

Outro indicador de que a crise está rondando as casas dos adolescentes é o fato de que 51% dos entrevistados afirmaram estar recebendo menos mesada. Com isso, 41% dos jovens consultados dizem estar gastando menos.

Americanos e hispânicos foram os mais atingidos pelos cortes de mesada (38% e 42%, respectivamente), enquanto apenas 21% dos brasileiros e portugueses afirmaram estar ganhando menos.

Mesmo assim, na questão "você está gastando menos por causa da economia abalada", os lusófonos voltam aos primeiros lugares, com 65%, empatados com os cingapureanos e atrás apenas dos hispânicos (66%).

Mesmo assim, quase metade dos lusófonos admite continuar saindo à noite tanto quanto antes, e o grupo é o mais otimista quanto à duração da crise, com 19% acreditando que o seu país vai superá-la em menos de um ano, mesma porcentagem que Cingapura.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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