Jovens dos EUA ficam mais conservadores com a economia

Estudo mostra que jovens nos EUA estão mais cautelosos com emprego e dívidas

estadao.com.br,

08 de dezembro de 2009 | 14h41

Antes da crise, apenas 14% dos jovens entre 23 e 33 anos daquele país planejavam manter-se no mesmo emprego por toda a vida; hoje, um em cada quatro pensam dessa forma, de acordo com a Fidelity Investments, instituição que realizou a pesquisa.

 

"A mudança na cabeça dos jovens trabalhadores é marcante. Historicamente, essa geração vinha sendo muito mais móvel, sempre buscando uma nova oportunidade", disse Brad Kimler, da Fidelity.

 

Em 2007, ano anterior ao estouro da crise financeira mundial, a taxa de desemprego média nos EUA foi de 5,8%. Em outubro deste ano, atingiu o pico de 10,2%; o dado mais recente, de novembro de 2009, é de exatos 10%.

 

As dívidas dos americanos, combinadas com a piora do nível de emprego, levaram a população do país a se tornar mais relutante na hora de mudar de empresa, disse Kimler.

 

A pesquisa também apontou uma preocupação da população dessa faixa etária em poupar dinheiro para o futuro. Entre os jovens consultados, 18% disseram que juntar dinheiro para a aposentadoria era a sua maior prioridade em relação às finanças pessoais; antes da crise, eram 13% os que respondiam dessa forma.

 

"Os jovens estão incrivelmente nervosos por causa da recessão", comentou Ellen Davis, vice-presidente da Federação Nacional do Varejo dos EUA. Ela chama atenção para os garotos ainda mais novos, entre 18 e 24 anos. "Eles estão saindo da faculdade e não conseguem arrumar emprego, têm dificuldade para tomar crédito e percebem que seus pais não podem sustentá-los tanto quanto pensavam", avaliou Davis.

 

Kimler, do instituto de pesquisa, acredita que, atualmente, "as atitudes e pontos de vista [dos jovens pesquisados] em relação aos empregadores e às finanças estão ficando mais conservadoras e refletem melhor a geração dos seus pais".

 

Íntegra do texto (em inglês).

 

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