J.P Morgan: Brasil é rebaixado

A corretora J.P. Morgan elevou a alocação do México em seu portfólio, enquanto reduziu o Brasil, citando o crescente risco do país em ser contaminado pela vizinha Argentina. No portfólio da corretora, o Brasil foi reduzido de "overweight modesto" para "neutro", enquanto o México passou de "neutro" para "overweight". A realocação do portfólio reverte a decisão tomada pela J.P. Morgan em 7 de julho, quando a corretora reduziu o México de "overweight agressivo" para "neutro". Carlos Asilis, estrategista para mercados emergentes, disse que o Brasil teve sua presença reduzida no portfólio por ser vulnerável "a riscos de contágio" pela deterioração da atmosfera política na Argentina, pela performance econômica pobre do país vizinho e pelo aperto das condições globais de crédito. Em contrapartida, a elevação do México em seu portfólio foi motivada pela redução das preocupações sobre o peso, pela melhora da perspectiva de risco do país diante do compromisso do presidente eleito Vicente Fox com a disciplina fiscal e reformas econômicas e para diminuição da probabilidade de os EUA entrarem com uma queixa contra o México na Organização Mundial do Comércio, referente ao setor de telecomunicações. O rating também deverá ser favorável para o MéxicoO comunicado da J.P. Morgan destaca que os ativos mexicanos "oferecem os níveis de liquidez mais altos na região". Asilis notou ainda que a agência Standard & Poor´s deverá elevar o México para o rating de "investment grade" em meados de novembro, a exemplo da Moody´s, que colocou a recomendação "investment grade" no México, em março.

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