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JP Morgan diz que risco Brasil não é "juízo de valor"

O JP Morgan diz que o Risco Brasil, calculado pelo banco, reflete apenas o movimento de preços (e de retorno) dos papéis brasileiros negociados no mercado internacional. "Este indicador não compreende qualquer juízo de valor do banco a respeito da situação econômica e financeira do País, nem tampouco permite comparações com a situação de outros países", destacou em nota à imprensa. Segundo o JP Morgan, o mercado financeiro do Brasil está sob impacto de um conjunto de choques adversos. O banco destaca as incertezas eleitorais e a potencialização dessas incertezas com a antecipação da marcação a mercado dos papéis de fundos e bancos, e pelos desdobramentos da crescente aversão a risco por parte dos investidores internacionais. "A tradicional instabilidade associada ao ciclo eleitoral - que provoca desencontro de expectativas a cada quatro anos - foi multiplicada pela antecipação da mudança de regras de marcação a mercado, uma decisão técnica do Banco Central, com impacto transitório no setor. O processo, porém, provocou mais turbulência do que se imaginou a princípio", avalia o JP em nota assinada pelo economista-chefe do banco no Brasil, Luís Fernando Lopes.Sobre o quadro de aversão a risco internacional, o banco destaca que as dúvidas sobre a recuperação da economia mundial, aliadas às "oscilações pronunciadas em importantes mercados de capitais, têm dado margem a estratégias exageradamente defensivas", sobretudo na exposição aos mercados emergentes.

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