carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

JP Morgan propõe esforço para ajudar mercados na AL

O diretor-gerente do JP Morgan Chase do Brasil, Luiz Chrysostomo Filho, propôs hoje que as agências multilaterais como o Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) participem de um grande esforço coordenado para desenvolver os mercados de capitais domésticos dos países da América Latina. Fariam parte dessa coordenação, além das agências multilaterais, agências nacionais como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), fundos de pensão, instituições financeiras privadas nacionais e estrangeiras, empresas e outros agentes.Essa seria a forma de os países da América Latina reduzirem a dependência do capital estrangeiro. "O período de 90 a 97, quando entrou muito capital estrangeiro, acabou. Se o Brasil não se organizar para criar poupança interna, não vai crescer", afirmou. De acordo com ele, as agências multilaterais poderiam ter participação direta no mercado de capitais, como comprar debêntures de companhias abertas brasileiras e criar mecanismo de securitização, entre outras iniciativas.Deveriam também estimular o mercado secundário e catalizar um processo para que fundos de pensão e áreas de gerência de ativos também participem do financiamento às empresas. "O JP Morgan participaria", disse. "Se os bancos acham que são a única fonte de investimento, eles tiram o dinheiro. Mas se há a percepção de que há outros recursos e poupança doméstica, então os bancos ficam", afirmou.O executivo considerou que as ações do governo Fernando Henrique Cardoso para fortalecer o mercado de capitais não alcançaram o objetivo "talvez porque não fosse esse o foco principal". Disse também que o BNDES tomava atitudes isoladas e os bancos, outras, e defendeu a coordenação de esforços. Ele elogiou muito a ação da instituição na crise atual. "Se não fosse o BNDES, muitas empresas estariam em moratória. O BNDES foi fantástico. Mas é necessária uma ação coordenada com o setor privado para desenvolver o mercado de capitais e que não se fique só tapando buraco", disse. Chrysostomo participou hoje de painel na Cúpula de Negócios da América Latina 2002, promovida pelo Fórum Econômico Mundial.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 16h40

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.