JP Morgan rebaixa recomendação sobre Brasil

O J.P. Morgan reduziu a sua recomendação para os papéis da dívida do Brasil de ?acima da média (overweight) para peso "neutro", em seu portfólio referencial para mercados emergentes. Ao mesmo tempo, elevou o peso da Colômbia de "abaixo da média" (underweight) para "neutro". Em relatório divulgado hoje, o banco de investimentos citou vários motivos para explicar a redução de sua exposição ao Brasil: o crescimento surpreendente do candidato presidencialista Ciro Gomes nas pesquisas de opinião, fracas perspectivas para um acordo imediato de transição com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a recente alta dos bônus brasileiros. O banco citou as mais recentes pesquisas de intenção de voto que voltaram a mostrar Ciro Gomes à frente do candidato governista José Serra, considerado o favorito do mercado. J.P. Morgan disse que os preços dos bônus do Brasil atualmente indicam que há uma probabilidade de 32% de calote nos próximos 18 meses. "Isso está em linha com as expectativas do mercado segundo a última pesquisa do J.P. Morgan com investidores e, em termos de valorização, sugere (uma recomendação) neutra", acrescentou o banco. O J.P. Morgan disse ainda que estava aproveitando as vendas técnicas da semana passada para aumentar o peso de sua exposição à Colômbia. As informações são da Dow Jones.

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