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J.P. Morgan revisa projeção para PIB do Brasil no ano de 3% para 2,5%

Instituição fala em ‘decepção’ e ‘surpresas negativas’ em relatório;  banco espera por aperto da Selic nesta quarta-feira

Beatriz Bulla, da Agência Estado,

29 de maio de 2013 | 16h03

SÃO PAULO - O J.P. Morgan decidiu revisar sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2013 de 3% para 2,5% depois da divulgação do resultado do primeiro trimestre do ano feita nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi "outra decepção com o relatório do PIB", aponta a instituição, em nota. Na comparação com o mesmo período de 2012, o primeiro trimestre deste ano cresceu 1,9%. O J.P. Morgan esperava alta de 2,3%.

"As surpresas negativas foram difundidas entre todos os componentes da demanda", aponta o J.P. Morgan. Mesmo a "forte recuperação" na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) ficou aquém do esperado pela instituição.

A revisão da projeção para 2013 vem em meio a um menor carry over e também a indicadores de confiança enfraquecidos, menciona a nota. O carry over para o PIB de 2013, depois da divulgação de hoje, passou para 1,2%, abaixo do 1,5% esperado pelo banco.

"O bom desempenho do setor agrícola deve permanecer no segundo trimestre e serviços devem melhorar, com um maior crescimento do consumo", aponta o J.P. Morgan. A expectativa, contudo, é de uma desaceleração em bens de capital nas próximas leituras do PIB. Ao revisar a projeção de crescimento do PIB, o J.P. Morgan assume "uma trajetória de crescimento mais lenta", com uma revisão para baixo do crescimento do consumo.

Para o banco, o PIB fraco reforça a barreira para o Copom acelerar o ritmo de aperto monetário na reunião desta noite. "O relatório do PIB deve sustentar uma decisão mais cautelosa do Copom hoje." Para o banco, o Copom subirá em 0,25 ponto porcentual a taxa Selic.

O relatório do J.P. Morgan, contudo, menciona o fato de o ministro Guido Mantega ter mencionado que o Copom deve decidir com base na inflação, mas também ter afirmado que a inflação já estava desacelerando. Além disso, o banco aponta o discurso mais "hawkish" de autoridades monetárias como fator que não permite descartar uma alta de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros.

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