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JP Morgan vê aumento de spreads da dívida de emergentes

O JP Morgan aumentou nestaquinta-feira a previsão de final de ano para spreads dos papéisda dívida de mercados emergentes, acrescentando que a aversãode investidores a ativos de risco pode aumentar"consideravelmente" no curto prazo como resultado daturbulência global do crédito. O banco espera que o índice global de títulos de mercadoemergente, ou EMBIGlobal, termine o ano em 185 pontos básicossobre as notas do Tesouro norte-americano, acima de suaestimativa anterior de 150 pontos básicos. O EMBIGlobal é negociado por volta de 220 pontos básicos, oque significa que mercados emergentes precisam pagar, em média,um prêmio de 2,2 pontos percentuais sobre os rendimentos dosTreasuries quando pegam dinheiro emprestado nos mercadosinternacionais. Mas os spreads podem ser ampliados ainda mais à medida queuma crise global do crédito, originada no mercado imobiliáriode alto risco norte-americano, está evoluindo, disse o banco emum relatório. "Os fundamentos dos mercados emergentes estão fortes osuficiente para aliviar a atual correção técnica, mas osspreads podem se ampliar consideravelmente a princípio,baseados nas considerações do JP Morgan sobre os mercados decrédito dos EUA", disseram os analistas Joyce Chang e LuisOganes no relatório. "É muito cedo para assegurar que não há mais grandes perdasno sistema financeiro causadas pelo rápido alargamento dosspreads e a fraqueza das CDOs e CLOs (obrigaçõescolateralizadas de dívida e empréstimo)", acrescentaram osanalistas. Apesar de dizer que os mercados de dívida emergenteprovavelmente permanecerão correlacionados a Wall Street,particularmente ao índice Dow Jones, o JP Morgan alertou que"há risco de que as ações ainda tenham que se corrigir mais". Como resultado, o banco informou que permanece neutro emsua carteira de investimentos, mantendo posições de peso emexportadores de commodities como Brasil, Rússia, Venezuela eCatar. Apesar de recentes saídas de capitais, o JP Morgan mantevesua previsão de 25 bilhões de dólares de entrada de dinheiro emmercados emergentes neste ano, semelhante aos níveis de 2006.

WALTER BRANDIMARTE, REUTERS

14 de agosto de 2007 | 15h47

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