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JPMorgan: cautela do Fed ao comentar economia surpreende

Analistas aguardavam que Banco Central dos EUA visse com mais otimismo alta nas bolsas e indicadores positivos

Regina Cardeal, da Agência Estado,

12 de agosto de 2009 | 16h26

"Fiquei surpreso em como (o Fed) foi contido ao descrever a melhora no crescimento", afirmou Michael Feroli, economista do JPMorgan Chase, ao comentar o comunicado divulgado pelo banco central norte-americano.

 

O Fomc, comitê de política monetária do Fed, declarou em nota ao fim do encontro desta quarta-feira, 12, que "continua antecipando que as condições econômicas devem garantir níveis excepcionalmente baixos da taxa dos Fed Funds por um período prolongado". O Fomc votou por 10 a zero para manter a meta do juro dos Fed Funds na faixa de zero a 0,25%, recorde de baixa. Ao mesmo tempo, estendeu até o fim de outubro as compras de Treasuries originalmente marcadas para terminar em setembro, mas não alterou o montante total de US$ 300 bilhões reservado para este programa.

 

A cautela do Fed contraria uma avaliação mais otimista feita em Wall Street, onde o valor das ações subiu significativamente nas últimas semanas e os mercados futuros chegaram a precificar uma alta de juros já em janeiro.

 

"Acredito que (o comunicado) definitivamente afasta isso um pouco", disse Feroli. "Este não parece ser um comitê pronto para começar a elevar o juro em poucos meses", comentou.

 

Desde o penúltimo encontro do Fed, o mercado de moradia deu alguns sinais de estabilização e houve um leve avanço no setor de manufatura, sugerindo que uma recuperação da pior recessão desde os anos 1930 estaria em andamento. O Departamento do Comércio anunciou que a atividade econômica caiu 1% no segundo trimestre - uma boa notícia considerando-se que o declínio foi muito menor do que nos nove meses anteriores.

 

Os dados melhores levaram muitos economistas de Wall Street a revisar em alta suas estimativas para a economia. O Goldman Sachs, por exemplo, prevê agora um crescimento de até 3% do Produto Interno Bruto (PIB) na segunda metade deste ano. Alguns economistas acreditam que a recessão de 20 meses terminou em junho.

 

Vários analistas, no entanto, ainda não acreditam que o banco central elevará o juro pelo menos por um ano por causa da expectativa de um fraco mercado de trabalho e da inflação baixa. Os dados de julho mostram que o corte de empregos - 247 mil - foi o menor desde agosto passado e a taxa de desemprego apresentou a primeira queda desde abril de 2008. Mas, o desemprego em 9,4% ainda prova que o mercado de trabalho está muito fraco e uma taxa de dois dígitos é possível nos próximos meses.

 

Mesmo que a economia cresça na faixa de 3% este trimestre, poucos economistas esperam um crescimento sustentado, especialmente se os gastos com consumo continuarem deprimidos. Os gastos caíram surpreendentemente no último trimestre. Outros relatórios mostram que os norte-americanos pediram menos empréstimos pela quinta vez em junho, uma vez que sua renda continua encolhendo. As informações são da Dow Jones.

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