JPMorgan defende PPPs na infraestrutura do País

O presidente do JPMorgan no Brasil, José Berenguer, defendeu nesta sexta-feira, 23, o modelo de parcerias público privadas (PPPs) para os projetos de infraestrutura que o País tanto necessita para aumentar a competitividade de seus produtos no mercado internacional. Ele disse que os atuais projetos de PPPs no Brasil funcionam bem e que este mecanismo deveria ser ampliado em vez da estrutura de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

23 de maio de 2014 | 12h17

"O País pode usar de forma eficiente as PPPs", disse, durante palestra no seminário Infraestrutura de Transporte, Investimento e Regulação no Brasil, realizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib). Berenguer citou como exemplo o veículo leve sobre trilhos (VLT) de Goiânia e a Linha-4 Amarela da Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo, projetos na modalidade de PPP.

Berenguer criticou o peso do BNDES na estrutura de financiamento dos projetos de infraestrutura do País a taxas subsidiadas. De acordo com o ele, o banco deveria oferecer taxas compatíveis às encontradas no mercado para estimular a participação do capital privado nas operações. "Taxa subsidiada tem vida curta, se continuar como está vamos presenciar uma hora ou outra o rebaixamento do rating do Brasil", disse. "Essa é a discussão que deveria ocorrer no Brasil, especialmente em ano de eleição."

Agências reguladoras

O presidente do JPMorgan no Brasil disse que viu nos últimos anos evolução na atuação das agências reguladoras na economia do País, mas as interferências políticas nesses órgãos ainda precisam ser corrigidas para atrair a iniciativa privada para os empreendimentos de infraestrutura.

Nesse sentido, ele disse que uma importante tarefa do candidato que vencer as eleições presidenciais deste ano é blindar as agências reguladoras. "É necessário um trabalho de blindagem das agências para que o dinheiro venha", afirmou. "Esses riscos aumentam o custo do dinheiro do financiamento", completou Berenguer.

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