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JPMorgan lucra US$ 3,6 bilhões no 3º tri e supera as previsões

Resultado do banco norte-americano impulsiona bolsas e petróleo no exterior e derruba a cotação do dólar

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

14 de outubro de 2009 | 09h01

O banco norte-americano JPMorgan Chase & Co anunciou nesta quarta-feira, 14, lucro líquido de US$ 3,6 bilhões no terceiro trimestre, superando o desempenho do mesmo período do ano passado, quando o lucro obtido foi de US$ 527 milhões. O lucro por ação foi de US$ 0,82, acima de US$ 0,09 no mesmo período de 2008 e de US$ 0,52 previsto pelos analistas. A instituição, que adquiriu em 2008 o Bear Sterns e as operações bancárias do Washington Mutual, teve boa parte do lucro gerada pelas atividades de banco de investimento, as quais minimizaram o impacto de um aumento nos custos com crédito no período.

 

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As receitas de todo o grupo cresceram 81% no terceiro trimestre para US$ 26,62 bilhões. As receitas com as operações de banco de investimento subiram 85% para US$ 7,5 bilhões no terceiro trimestre, enquanto o lucro da divisão dobrou para US$ 1,9 bilhão. Analistas ouvidos pela Thomson Reuters previam US$ 24,96 bilhões em receitas. O lucro de 2008 inclui mais de US$ 4 bilhões em baixas contábeis e perdas com a aquisição do Washington Mutual.

 

As ações do banco subiram mais de 4% no pré-mercado. Até o fechamento de ontem, os papéis do JPMorgan já acumularam ganhos de 45%.

 

O chairman e diretor executivo do grupo, Jamie Dimon, creditou o resultado ao "forte potencial de lucro da companhia", crescimento generalizado nas divisões de administração de ativos e banco de investimento, banco comercial e banco de varejo.

 

"Entretanto, os custos com crédito permanecem elevados e devem permanecer elevados por um período futuro previsível nas carteiras de empréstimos ao consumidor e de cartões de serviços", observou Dimon Para cobrir tais despesas, "o banco acrescentou US$ 2 bilhões às reservas para crédito ao consumidor, elevando o total de toda a empresa para US$ 31,5 bilhões ou 5,3% do total dos empréstimos".

 

Bolsas disparam na Europa

 

A maior disposição dos investidores internacionais em elevar o nível de risco de seus portfólios, depois dos resultados da Intel nesta última terça-feira e do JPMorgan nesta quarta, impulsiona as bolsas e o petróleo, ao mesmo tempo que derruba o dólar e os preços de bônus. O ouro atingiu novo recorde de alta, antes de reverter o movimento e cair, enquanto o índice que mede o valor de dólar frente a outras divisas registrou mínima em 14 meses.

 

Às 9h10 (de Brasília), as Bolsas de Londres (+1,92%), Paris (+2,05%) e Frankfurt (+2,33%) exibiam altas acentuadas, assim como o futuro Nasdaq 100 (+1,42%) e o S&P 500 (+1,48%). Diante do entusiasmo do mercado, o Dow Jones pode atingir a marca de 10 mil pontos hoje pela primeira vez em quase um ano - ontem, o índice fechou a 9.871,06 pontos -, a não ser que os dados de vendas no varejo dos EUA surpreendam negativamente.

 

(Com Nathália Ferreira, da Agência Estado)

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