JPMorgan mostra cautela sobre economia dos EUA

O JPMorgan afirmou ter dúvidas de que a economia norte-americana não passará por um novo agravamento da recessão, e que não é possível ter certeza da direção que a atividade nos Estados Unidos irá tomar até o ano que vem.

REUTERS

15 de setembro de 2009 | 20h18

"Estaremos de olho para ver um sentimento de certeza de que a economia não voltará a cair", disse o vice-presidente financeiro do JPMorgan, Mike Cavanagh, durante discurso em conferência do Barclays Capital, em Nova York, nesta terça-feira.

"Se tivermos sorte, talvez haja um sentimento de mudança na economia no começo do ano que vem", acrescentou.

Da parte do consumidor, há alguns sinais de que os prejuízos com empréstimos estejam se amenizando no portfólio de cartões de crédito, hipotecas e financiamentos imobiliários do segundo maior banco dos Estados Unidos, mas ainda é muito cedo para ter certeza se o JPMorgan poderá ou não suspender o reforço de provisões para risco de inadimplência, disse Cavanagh.

"Sentimos que estamos chegando ao fim (da necessidade de reforçar as provisões para empréstimos)", disse ele. Porém, o executivo acrescentou que "o mais provável é que continuemos o reforço".

Cavanaugh afirmou ainda que o banco de investimentos do JPMorgan teve um bom desempenho até agora no terceiro trimestre, tendo se beneficiado de uma maior participação de mercado, bem como da alta nos preços de ações e da melhora no segmento de crédito.

Uma receita recorde na primeira metade do ano na área de banco de investimentos ajudou o grupo a compensar as crescentes perdas com negócios para o consumidor.

O JPMorgan cortou seu dividendo trimestral para 0,05 dólar, ante 0,38 dólar por ação pagos em fevereiro.

(Reportagem de Elinor Comlay)

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