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Juiz adia decisão sobre pagamento a credores que negociaram dívida com Argentina

Thomas Griesa havia decidido anteriormente que a Argentina não poderia pagar detentores de bônus reestruturados até compensar os chamados 'fundos abutres'

Reuters e Agência Estado

22 de julho de 2014 | 15h44

O juiz norte-americano encarregado de cuidar do caso envolvendo a reestruturação da dívida da Argentina, Thomas Griesa, afirmou nesta terça-feira, 22, em audiência, que vai decidir em outro momento se o pagamento de juros a credores que aceitaram a reestruturação da dívida argentina poderá ser feito.

Em 26 de junho, a Argentina depositou mais de US$ 800 milhões para pagamentos de juros de seus bônus reestruturados, que eram devidos em 30 de junho. O dinheiro foi depositado no Bank of New York Mellon, no Citigroup e no JPMorgan.

O juiz Thomas Griesa havia decidido anteriormente que a Argentina não poderia pagar detentores de bônus reestruturados até compensar os credores do default de 2001 - os chamados holdouts ou 'fundos abutres'. A Argentina entrará em default técnico em 30 de julho se não alcançar um acordo com os holdouts.

Em busca de um acordo. Griesa ordenou nesta terça-feira que os negociadores representando o país e os investidores se reúnam com o mediador nomeado pelo tribunal até chegarem a acordo, conforme vai se esgotando o tempo até possível calote.

A Argentina tem argumentado que se o juiz não suspender sua decisão, não conseguirá chegar a um acordo. O país tem dito que se pagar aos investidores, abrirá a porta para mais passivos que poderiam custar bilhões de dólares. Mas Griesa disse que a suspensão não é necessária e que um acordo é realista.

"No meu ponto de vista, todos os problemas que você descreveu podem ser administrados em acordo", disse. "Caso contrário, haverá um default, e essa é a pior coisa. Essa é a pior coisa que consigo enxergar. Eu não quero que isso aconteça. As pessoas serão machucadas por isso, realmente machucadas. Não abutres sendo machucados, pessoas verdadeiras", acrescentou.

Griesa ordenou que os envolvidos se encontrem com o mediador Daniel Pollack e se reúnam "continuamente até chegarem a acordo". Pollack convocou uma reunião para quarta-feira às 11h (horário de Brasília) em Nova York.

Após o default de 2001, o país teve duas reestruturações de dívida, em 2005 e em 2010, nas quais emitiu dívidas governadas pelas leis americana, britânica, argentina e japonesa.

A Argentina foi levada à beira de novo calote por decisões judiciais norte-americanas. As determinações forçou-a a negociar com investidores que se recusaram a reestruturar seus títulos após o país declarar moratória de cerca de US$ 100 bilhões em 2001 e 2002.

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