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Juiz da Varig afirma ter 130 mil milhas da empresa

O juiz Luiz Roberto Ayoub, responsável pela recuperação judicial da Varig, revelou hoje em São Paulo que possui 130 mil milhas da empresa aérea. Ayoub disse que não trocou ainda as milhas por estar confiante de que a empresa irá se recuperar. Com essas milhas, Ayoub poderia comprar uma passagem para a Europa e uma para os Estados Unidos. Ou ainda duas para os Estados Unidos mais uma para um país da América Latina.Apesar de as milhas darem direito a um prêmio em passagem, quem tem milha não é credor da Varig no sentido estrito do termo. Os membros do programa não têm direito de participar, por exemplo, das assembléias de credores que definem o destino da companhia.Ayoub, que autodenominou-se o "anjo da guarda" da Varig, tem pautado suas decisões no sentido de manter a Varig em operação. "É inquestionável o interesse pela manutenção da Varig. Há interesses sociais, de segurança nacional, e além disso a Varig é credora da União", disse o juiz, durante seminário na Fundação Getúlio Vargas sobre um ano da Lei de Falências. "A falência só se justifica quando a empresa se mostra nociva para a sociedade."O juiz falou ainda das dificuldades de julgar um caso como o da Varig. "Como é difícil julgar". "Se coloque no meu lugar e tente decretar a falência de uma empresa que é credora, gera R$ 1,3 bilhão em divisas, não é nociva. Tente pegar uma caneta sem tremer e decidir uma falência." TAP desiste do leilãoA estatal portuguesa de aviação TAP não participará do leilão da Varig, informou hoje uma fonte que acompanha as negociações. A empresa acessa os dados financeiros (data room) da companhia aérea praticamente todo o dia, mas a matriz em Lisboa considerou o preço mínimo muito alto. Pesou também a incerteza jurídica sobre o risco de o comprador herdar dívidas fiscais e trabalhistas, apesar de duas decisões de Ayoub definirem que não há esse risco."Não vejo muito interesse da TAP em fazer proposta. Tenho 99% de certeza de que isso não vai acontecer", afirma um dos interlocutores da TAP junto à Varig. Segundo essa fonte, outro empecilho é o pagamento de US$ 75 milhões três dias após o comprador ser declarado vencedor, mas a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ainda terá de homologar o negócio, o que traz dúvidas sobre o ressarcimento desse dinheiro.Na opinião da fonte, OceanAir e o escritório Ulhôa Canto devem ser os únicos que entregarão envelopes durante o leilão. Para ela, TAM e Gol estariam apenas aproveitando o data room para obter dados estratégicos da Varig. "O data room está muito bem montado e estruturado", elogia. Além de TAP, Gol, TAM e o escritório de advocacia Ulhôa Canto, o sistema de reservas de passagens Amadeus também entrou no data room, mas não deve ir para a concorrência.

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