Juiz de Nova York mantém liminar contra arresto da Varig

O juiz Robert Drain, da Corte de Falências de Nova York, manteve a liminar protegendo a Varig do arresto (apreensão judicial) dos seus aviões pelos credores. A liminar foi mantida até a próxima audiência, marcada para 31 de maio. Na audiência de hoje, os advogados dos credores da Varig tiveram uma postura bastante agressiva contra a empresa brasileira. Embora se declarasse sensível à demanda dos credores, o juiz argumentou que o prazo até 31 de maio pode possibilitar que a Varig chegue a um acordo com a VarigLog. A Varig já tem um plano B caso a negociação com a VarigLog não vá para frente. Luís de Lucio, diretor da empresa Alvarez e Marsal, responsável pela reestruturação da empresa, enfatizou, durante audiência, em Nova York, a disposição da Varig e condições de concluir um acordo com a VarigLog, mas disse que a empresa delineou, há poucos dias, um plano alternativo. "O plano B foi costurado agora, mas o foco é o plano A (negociação com VarigLog)". No plano B, explicou o diretor, a linha internacional continuaria com a Varig, enquanto seria vendido o controle das operações domésticas. "Já há interesse para fazer (o plano) acontecer. A idéia seria levar a (operação) doméstica para leilão", afirmou. Juiz do caso Varig reafirma que empresa é viável O juiz da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub, que conduz na Justiça o processo de recuperação da Varig, voltou a fazer declarações otimistas sobre a possibilidade de resgate da empresa, afirmando que as propostas nesse sentido estão sendo construídas e descartando a probabilidade de falência. "Não há, ainda, nenhuma definição. Tudo o que se falar agora é especulação, mas a única coisa com que não contamos é com a falência da empresa, porque ela é viável", afirmou o juiz. "Se a empresa não apresenta motivos para ser nociva, não se justifica sua falência neste momento", acrescentou. Na semana passada, Ayoub, ao julgar ação sobre a Varig, no Rio de Janeiro, afirmou que não decretaria a falência da empresa aérea por considerá-la viável. Ayoub esteve reunido por cerca de três horas com o ministro da Defesa, Waldir Pires, e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir um modelo de venda da Varig, que deverá ser submetido aos credores da empresa em assembléia marcada para o dia 2 de maio, no Rio de Janeiro. O juiz evitou comentar versão divulgada hoje segundo a qual a Justiça e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estariam trabalhando na elaboração de um modelo que divide a Varig em duas empresas, uma das quais ficaria com as rotas nacionais, restando à outra as internacionais.

Agencia Estado,

27 Abril 2006 | 15h32

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