Juiz decide a favor do Barclays em processo movido pelo Lehman

Banco britânico era acusado de ter negociado um desconto secreto quando comprou uma unidade do Lehman, em 2008 

Danielle Chaves, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 08h32

O juiz James Peck, do Tribunal de Concordata dos EUA em Manhattan, decidiu a favor do Barclays PLC um processo multibilionário movido pelo Lehman Brothers contra o banco britânico. O processo acusava o Barclays de ter negociado um desconto secreto quando comprou uma unidade do Lehman, em 2008.

Peck afirmou que, embora a tumultuada venda tenha sido "imperfeita", as evidências não o convenceram a revisar a transação. O Lehman pretendia receber mais de US$ 11 bilhões no que dizia ser "ganhos desonestos" obtidos pelo Barclays.

"O tribunal conclui que as deficiências de informações na audiência da venda não afetaram a integridade ou alteraram o resultado da audiência e não foram caracterizadas por retenção de informações substanciais deliberadamente ou por má conduta intencional", escreveu o juiz.

Durante meses o Barclays argumentou que as duas partes negociaram com boa fé e que o acordo, aprovado por Peck apenas dias depois de o Lehman entrar em colapso, era a melhor opção para o banco de investimento norte-americano.

O Lehman, por sua parte, afirmava que, nos tumultuados dias de setembro de 2008, quando o Barclays finalizou a compra de sua corretora, o banco britânico exigiu mais ativos e negociou com alguns executivos do Lehman um desconto de US$ 5 bilhões. As informações são da Dow Jones. 

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