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Juiz impede abate de bovinos no Paraná

O juiz substituto da 3ª Vara Federal de Londrina, Cléber Sanfelici Otero, proibiu o governo federal de abater os 1.800 bovinos da Fazenda Cachoeira até que seja comprovado que o rebanho - ou parte dele - esteja contaminado pelo vírus da febre aftosa. O juiz determinou ainda que a União apresente, num prazo de cinco dias, sob pena de pagar multa diária de R$ 1 mil, os laudos de todos os exames laboratoriais feitos no rebanho da fazenda, localizada em São Sebastião da Amoreira, norte do Paraná. Segundo ele, "enquanto não houver indícios da presença da febre aftosa, a Administração (o governo federal) não poderia fazer uso da medida extrema de sacrificar os animais." A manifestação do juiz foi feita a pedido do proprietário da fazenda, André Carioba Filho, e divulgada na noite de ontem. A União foi notificada hoje. Na quarta-feira, o Conselho Estadual de Sanidade Animal (Conesa), composto por 35 entidades e o governo do Estado, ratificou a decisão do secretário de Agricultura e vice-governador, Orlando Pessuti, de sacrificar os animais da Fazenda Cachoeira.Segundo o Ministério da Agricultura, 20% de 209 novilhas da fazenda, adquiridas em Eldorado (MS), apresentaram alterações sorológicas, o que indicaria a contaminação. O governo do Paraná contesta o diagnóstico, argumentando que os exames de Probang concluídos até o momento - cerca de metade das 209 amostras já foram examinadas - não foram capazes de isolar o vírus.Pessuti lamentou que o produtor tenha recorrido à Justiça, mas disse que a medida não o surpreendeu. Em entrevista à Gazeta do Povo, o secretário advertiu que, com a decisão judicial, "o Paraná levará mais tempo ainda para reconquistar o status de área livre" de aftosa.

Agencia Estado,

13 de janeiro de 2006 | 16h28

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