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Juiz solta 34 dos 40 presos na Operação Persona

Entre os libertados estão o presidente e outros três diretores da Cisco do Brasil

Marcelo Godoy, do Estadão ,

19 de outubro de 2007 | 23h27

O juiz Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, decidiu soltar 34 dos 40 presos na Operação Persona, deflagrada pela PF na terça-feira para apurar um esquema de fraudes e sonegação de impostos que causou prejuízo de R$ 1,5 bilhão à Receita Federal. Entre as pessoas libertadas estão os quatro diretores da Cisco do Brasil Ltda detidos na operação, inclusive Pedro Santos Ripper, presidente da filial brasileira da multinacional. Caso Cisco tinha ligações no Panamá Cisco diz que está cooperando com investigações Esquema tinha 11 intermediários Receita apreende R$ 1,47 milhão em mercadorias PF indicia os 40 presos na Operação Persona Cassetari decidiu ainda manter presos por mais cinco dias o ex-presidente da Cisco do Brasil, Carlos Roberto Carnevali e outros cinco acusados. A justificativa para a manutenção dessas prisões é que os suspeitos teriam acesso às contas bancárias no exterior. Houve ainda um dos acusados que permaneceu preso porque os agentes federais encontraram com ele documentos que mostravam de que ele tinha informações sobre a Operação Persona, o que pode indicar um vazamento de informações. A decisão do juiz não atendeu o que os advogados queriam - a revogação de todas as prisões -, mas também não concedeu tudo o que a Polícia federal e o Ministério Público Federal haviam requerido. No meio da tarde de sexta-feira, a PF pedira a prorrogação à Justiça Federal das prisões temporárias de 15 doas 41 acusados com prisão decretada. Os procuradores da República Priscila Schreiner e Marcos José Gomes Correia se haviam manifestado a favor do pedido da PF. O juiz fez questão de deixar claro que a decisão de libertar os acusados não é um prejulgamento do caso. Apenas ele não via mais necessidade para que os acusados permanecessem presos, pois as buscas já haviam sido realizadas e os interrogatórios realizados pela PF.

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