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Junho e semestre terão deflação, mas preços aumentarão no ano

O coordenador da pesquisa de preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, previu nesta terça-feira que a inflação fechada de junho na cidade de São Paulo ficará negativa em 0,40%. Em maio, o Índice de Preços ao Consumidor IPC teve queda de 0,22%. Essa é a primeira vez que Picchetti crava um número para a inflação neste mês. Na primeira quadrissemana, ele não quis se comprometer com uma taxa, alegando a forte volatilidade (oscilação) dos preços, especialmente dos alimentos. Preferiu apenas dizer que a inflação partiria de um patamar zero. Mas agora, na segunda quadrissemana, com o IPC registrando uma queda de 0,50%, Picchetti já se sentiu mais confortável para projetar uma inflação de -0,40% no fechamento de junho. Ele também recorreu à volatilidade do preço dos alimentos para afirmar que a deflação na quadrissemana não chegou a surpreender. De acordo com o coordenador da Fipe, foi mais uma vez os alimentos que deram toda a dinâmica para o índice. E na comparação ponta a ponta, entre a segunda semana deste mês e a segunda semana de maio, verificou-se uma aceleração no ritmo de queda no grupo alimentação, de -1,06% para -2,50%.Além dos alimentos, contribuíram para a deflação da segunda quadrissemana o grupo transportes, com destaque para a queda do álcool (-16%) e gasolina (-1,03%). Dentro do grupo alimentação, ele destacou as carnes, que têm maior oferta no mercado devido a restrições às exportações. Ao mesmo tempo em que o crescimento do consumo interno não absorveu o excesso de oferta de carne. Semestre Considerando a possível deflação de junho, ainda segundo Pichetti, o primeiro semestre deste ano deve corresponder a uma queda do IPC-Fipe na capital paulista, o que não ocorre desde o começo do Plano Real, em julho de 94. De dezembro de 2005 a maio de 2006, o índice acumula uma inflação de 0,71%, do qual deverá ser deduzida uma queda de 0,40% em junho. Se isso for confirmado, segundo Picchetti, o primeiro semestre de 2006 será o melhor desde 1995, quando o índice foi de 0,88%.O acumulado dos primeiros seis meses do ano, no entanto, poderá não ser o melhor para todos os sete grupos que compõem o IPC-Fipe. Picchetti abriu os grupos por semestres e constatou que os primeiros seis meses de 2006 serão melhores apenas para Alimentação, mas, de maneira homogênea, os grupos nunca apresentaram, num mesmo período, comportamentos tão favoráveis, como no primeiro semestre deste ano.De janeiro a maio, o grupo Alimentação, por exemplo, acumula uma queda de 2,33%, sendo que, no primeiro semestre inteiro de 2000, ele registrou uma deflação de 2,53%. Para junho, a expectativa é de que a deflação dos alimentos supere a taxa verificada há seis anos.De acordo com Picchetti, apesar de o primeiro semestre deste ano ser o melhor apenas para o grupo Alimentação, o índice pleno deverá fechar no seu melhor resultado desde 1995, porque, mesmo com o comportamento dos demais grupos estar mostrando variações acumuladas mais expressivas do que em anos anteriores, nunca houve uma uniformidade de movimento entre os grupos como está se constatando na primeira metade deste ano. Ano Picchetti afirmou ainda que a capital paulista deve encerrar o ano com inflação de 4%, mesmo tendo cravado uma previsão de deflação de 0,40% para o fechamento do mês de junho. Apesar de esta ser a primeira vez, no mês, que o coordenador compromete-se com uma taxa, ele afirmou preferir esperar a consolidação desta expectativa para, depois, revisar sua projeção para o ano.Ele ponderou, no entanto, que é mais provável que tenha que puxar sua expectativa para baixo em 2006 do que mantê-la mais uma vez.

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