Junho pode ser início da desaceleração, diz economista

Os dados de junho da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e, sobretudo, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem, podem marcar o início de um processo de desaceleração mais consistente no mercado de trabalho, segundo avaliação do economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

Márcio Rodrigues, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2011 | 00h00

"O mercado de trabalho é o último a sofrer ajustes, tanto para cima como para baixo. Os sinais de desaceleração ainda são muito tênues, mas acho que chegamos num ponto máximo de expansão do emprego", analisou.

Gonçalves justifica sua visão com os números de emprego criados no setor agropecuário, onde foram criadas 75.277 vagas, segundo o Ministério do Trabalho . Serviços foi o segundo segmento que mais abriu vagas com carteira assinada, atingindo 53.543 novos postos, seguido por construção civil (30.531), comércio (29.967), indústria de transformação (22.618) e extrativa mineral (1.752). O total de vagas criadas no mês passado foi de 215.393, ante 252.067 em maio.

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