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Jurados avaliam experiência do País em Cannes

Evento 'After Cannes', patrocinado pelo Grupo Estado, tem a intenção de difundir informações sobre o festival entre estudantes e profissionais

MARILI RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2011 | 03h08

Dos 12 jurados que Brasil teve nos júris das 13 categorias em competição na última edição do Cannes Lions Festival de Criatividade, seis compareceram ao encontro na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), na última quarta-feira em São Paulo.

Patrocinado pelo Grupo Estado, representante oficial do Cannes Lions no Brasil, o evento denominado de After Cannes tem a intenção de difundir o festival entre estudantes, estagiários, trainees e profissionais da área.

"Preparar as novas gerações para garantir no futuro uma participação mais efetiva e proveitosa do trabalho feito aqui beneficia os negócios, mas também divulga a nossa criatividade lá fora", diz Fabio Costa, diretor de Mercado Anunciante do Grupo Estado e responsável pelo Cannes Lions.

Os jurados contaram suas experiências e deram dicas de como melhor embalar as peças publicitárias para disputar a atenção de representantes dos quatro cantos do mundo que se reúnem para escolher o melhor na propaganda mundial.

Criatividade. Ezra Geld, que foi jurado na categoria que avalia os cases de Mídia, lembrou que, por mais que o festival se preocupe com os resultados que cada trabalho julgado trouxe efetivamente para o anunciante que pagou por ela, é fundamental não se pautar só por números. "Se formos pesar tudo somente pelo retorno em dinheiro damos fim ao espírito que deve permear tudo nesse festival, que é a criatividade", diz ele

Fernando Figueiredo, jurado em ações promocionais, reforçou que, hoje em dia, qualquer campanha não só pede ações de ativação como é automático desenvolver desdobramentos em redes sociais. "Não existe campanha promocional sem Twitter ou Facebook", explica ele. E, para sintetizar o que mobiliza os jurados em Cannes, Figueiredo não tem dúvidas: "São as peças que arrancam sorrisos dos jurados nos 10 primeiros segundos de apresentação. Então, temos que contar com muita eficiência nos primeiros segundos".

Raphael Vasconcellos, que julgou trabalhos em Cyber, peças feitas para a internet, lamentou a péssima performance do Brasil no último ano. Uma das principais razões para o desastre é a insistência do País em inscrever banners, peças que estão caindo em desuso nos outros países.

Para encerrar, falou Erh Ray, que foi jurado brasileiro na categoria filmes comerciais, que ainda é a menina dos olhos do festival. Afinal, foram os comerciais que deram origem ao festival há quase 60 anos. Ray, como sempre faz, lembrou que todo o profissional quer ter uma estatueta de Cannes em casa. "Ganhar um Leão, é como ganhar um Oscar."

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