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Juro americano é mantido em 2% ao ano

Risco de desaquecimento da economia continua e cenário de inflação ainda é incerto

Da Redação,

05 de agosto de 2008 | 15h15

O banco central norte-americano (Federal Reserve) decidiu manter a taxa básica de juros da economia em 2% ao ano. A manutenção já era esperada pelo mercado e não mexeu com os negócios nas bolsas americanas, que continuam em alta. Lá, o cenário de queda do preço do petróleo nesta terça-feira leva os investidores à compra de ações. O índice Dow Jones sobe 1,91%% e a Nasdaq opera em alta de 1,55%.   A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que subia 1,36% minutos antes do anúncio, chegou a bater em 2% de elevação e, às 15h22, avançava 1,42%, aos 56.400,9 pontos. O dólar comercial no mercado à vista manteve-se em alta de 0,70%, a R$ 1,5740.   Veja também:  Evolução do juro americano  AE Investimentos - EUA: de olho no comunicado    Ao final da reunião, o comunicado do Fed sinalizou que os riscos de desaquecimento econômico continuam e o cenário para inflação continua incerto. O texto diz ainda que os mercados permanecem "sob considerável estresse". A decisão de manutenção do juro não foi unânime. Houve 10 votos a favor e um contra. O presidente do Federal Reserve de Dallas, Richard Fisher, votou pela elevação dos juros.   Logo antes de a reunião começar, o Fed oficializou a entrada da veterana do mercado bancário Elizabeth Duke como nova participante do comitê. Ela já teve poder de voto na decisão desta terça-feira. A entrada de Elizabeth Duke pode ter dado ao presidente do Fed, Ben Bernanke, uma valiosa aliada na política de juros em uma difícil conjuntura.   Duke foi nomeada para ocupar a vaga deixada por Susan Schmidt Bies, em 30 de março do ano passado. O mandato de Duke expira em 31 de janeiro de 2012. Bernanke anunciou intenção de nomear Duke em 15 de maio do ano passado e o Senado confirmou a indicação em 27 de junho deste Ano.   Antes de ser indicada ao cargo, Duke atuava como vice-presidente-executiva sênior e diretora-operacional do TowneBank, banco comunitário com sede na Virgínia. Anteriormente, Duke ocupava o cargo de vice-presidente-executiva do Wachovia Bank e vice-presidente-executiva do SouthTrust Bank.   Íntegra do comunicado   "O Comitê Federal de Mercado Aberto decidiu hoje manter sua meta para a taxa dos federal funds em 2%.   A atividade econômica expandiu-se no segundo trimestre, em parte refletindo o crescimento dos gastos do consumidor e das exportações. Contudo, os mercados de mão-de-obra se enfraqueceram ainda mais e os mercados financeiros permanecem sob estresse considerável. Condições apertadas de crédito, a contração em andamento no setor de moradias e a elevação dos preços da energia provavelmente pesarão no crescimento econômico ao longo dos próximos poucos trimestres. Ao longo do tempo, o afrouxamento substancial da política monetária, combinado com medidas que estão sendo adotadas para fomentar a liquidez do mercado, deverão ajudar a promover um crescimento econômico moderado.   A inflação tem estado alta, alimentada por elevações anteriores dos preços da energia e de outras commodities, e alguns indicadores de expectativas de inflação têm estado elevados. O Comitê espera que a inflação se modere mais tarde neste ano e no próximo ano, mas a perspectiva da inflação continua altamente incerta.   Embora os riscos negativos para o crescimento permaneçam, os riscos de alta da inflação também são motivo de preocupação significativa para o Comitê. O Comitê continuará a monitorar os acontecimentos econômicos e financeiros e vai agir à medida que seja necessário para promover o crescimento econômico substancial e a estabilidade dos preços   Votaram a favor da decisão de política monetária: Ben S. Bernanke, chairman; Timothy F. Geithner, vice-chairman; Elizabeth A. Duke; Donald L. Kohn; Randall S. Kroszner; Frederic S. Mishkin; Sandra Pianalto; Charles I. Plosser; Fary H. Stern; e Kevin M. Warsh. Votando contra esteve Richard W. Fisher, que preferia uma elevação na meta para a taxa dos federal funds nesta reunião."

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