finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Juro ao consumidor cai em junho, aponta BC

A manutenção da Selic, a taxa básica de juros da economia, por dois meses consecutivos - junho e julho - começa a produzir reflexos na ponta do consumidor. De acordo com o Banco Central, a taxa média para pessoa física caiu 1 ponto porcentual, passando de 65,7% ao ano para 64,7%. Contudo, como os últimos índices de inflação têm registrado queda, o corte no juro nominal, na prática, não produz efeitos no bolso do tomador de crédito. Para pessoa jurídica, as taxas de juros também recuaram - de 33,7% ao ano para 33,4%.As operações de crédito com recursos livres - montante que os bancos podem destinar livremente para qualquer tipo de operação - atingiram R$ 306,9 bilhões, em junho, um acréscimo de 1,6% no mês. Desse total, R$ 169,9 bilhões foram créditos a pessoas jurídicas e R$ 137 bilhões, a pessoas físicas. Os empréstimos com recursos livres responderam por 58,4% do total do sistema financeiro. No período acumulado de 12 meses, houve expansão de 21,9% nos empréstimos com recursos livres. O estoque de crédito do sistema financeiro, em junho, atingiu R$ 525,6 bilhões, com expansão de 1,4% no mês e de 18,2% em 12 meses. A relação do estoque com o PIB passou a representar 27,6% ante 27,4% em maio de 2005. Em junho de 2004, essa relação era de 25,4%.InadimplênciaA taxa geral de inadimplência dos empréstimos com recursos livres atingiu 7,3% em junho, com recuo de 0,4 pontos porcentuais no mês. Nas operações com pessoas físicas, os créditos em atraso alcançaram 12,2%, uma queda de 0,7 pontos porcentuais no período, enquanto com pessoas jurídicas a taxa de inadimplência ficou praticamente inalterada em relação ao mês anterior (maio), situando-se em 3,4%.

Agencia Estado,

27 de julho de 2005 | 12h20

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.