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Juro baixo valoriza cota imobiliária

Com interesse maior por aplicações negociadas na Bolsa e oferta inalterada, carteiras têm alta de 50% no ano

Mariana Segala, O Estadao de S.Paulo

31 de agosto de 2009 | 00h00

A redução da taxa Selic e a busca por opções de investimento mais rentáveis têm contribuído para a valorização das cotas de fundos de investimento imobiliário na Bolsa de Valores de São Paulo. Dentre os fundos mais negociados, há casos em que as cotas tiveram alta de 50% neste ano - retorno próximo ao do Ibovespa. "O desempenho é espetacular", diz Sergio Belleza, da consultoria Fundo Imobiliário.Os fundos imobiliários distribuem renda mensal aos cotistas que, em muitos casos, é superior à rentabilidade obtida em fundos conservadores. "Só compro cotas, não me desfaço delas", diz o economista Marco Antônio Martignoni, de 68 anos, que aplica em cinco fundos. Embora as cotas de alguns de seus fundos tenham as maiores valorizações de 2009, ele não pretende vendê-las, o que explica a baixa liquidez desse tipo de fundo."Há poucos negócios porque quem tem cotas de fundos imobiliários não as vende, já que a rentabilidade é boa", afirma o diretor da corretora Coinvalores, Fernando Silva Telles. Dos 19 fundos mais negociados, dentre os 27 disponíveis na Bolsa, 17 distribuíram, em julho, rendimentos equivalentes a uma taxa mensal acima de 0,5%, segundo a Coinvalores. O retorno mensal de 14 fundos superou 0,7%.O diretor da Rio Bravo Investimentos Martim Fass afirma que o retorno dos fundos oscila entre 7% e 11% ao ano, em comparação com a Selic de 8,75%. E, assim como a poupança, os rendimentos de pessoas físicas nesses fundos são isentos de Imposto de Renda (se o investidor tiver até 10% das cotas e o fundo, negociado em Bolsa, possuir ao menos 50 cotistas).Os especialistas alertam para os riscos. Além da possibilidade de desvalorização das cotas - o que ocorreria se o cenário econômico se alterasse e o juro subisse - há chance de os imóveis ficarem desocupados, como ocorreu com um dos fundos da Coinvalores. Por um período, em 2003, apenas 20% do empreendimento permaneceu alugado. "Os cotistas ficaram sem receber renda por um ano e meio", afirma Telles.

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