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Juro bancário é o menor em quase 12 anos

O juro bancário recuou e chegou ao patamar mais baixo desde julho de 1994 - início da série histórica do Banco Central (BC). Com a queda de 1,2 ponto porcentual, o juro anual chegou ao patamar de 57,8%. A taxa de juros do crédito pessoal, segundo os dados do BC, também apresentou queda de março para abril, passando de 67,8% para 65,3%. Esta taxa também é a menor taxa desde o início da série histórica. As quedas foram influenciadas pela redução das taxas dos empréstimos com desconto em folha e também pelas operações de crédito baseadas em antecipações de imposto de renda que, em geral, têm um custo menor.Apesar da queda, os juros ao consumidor continuam muito altos, se comparados com os índices de inflação e com a Selic, a taxa básica de juros da economia, que está em 15,25% ao ano, desde quarta-feira, quando os juros foram cortados em 0,5 ponto porcentual. No caso da inflação, para se ter uma idéia, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em 4,63%, no acumulado de 12 meses encerrados em abril.A diferença entre a taxa Selic e o juro ao consumidor embute o risco da inadimplência, o custo da operação de crédito e o ganho dos bancos. É o chamado spread bancário. A taxa média dos financiamentos para pessoas jurídicas mostrou retração de 0,1 ponto porcentual, alcançando 30,6% ao ano, a menor taxa desde setembro de 2004. O desempenho refletiu, basicamente, o recuo nas taxas pactuadas com encargos pós-fixados, com destaque para a diminuição de 0,5 ponto porcentual nas operações de repasses externos. Já a inadimplência da carteira de crédito referencial para taxa de juros, considerados os atrasos superiores a noventa dias, registrou ampliação de 0,1% no mês, situando-se em 4,7%. Nos atrasos referentes aos segmentos de pessoas jurídicas e de pessoas físicas, 2,3% e 7,4%, respectivamente, foram observados aumentos da mesma magnitude.Bancos aumentam volume de créditoTanto as operações de crédito do sistema financeiro quanto o volume de dinheiro em circulação cresceram em abril, na comparação com março. O crédito expandiu 1,9%, fazendo com que os estoques dessas operações aumentasse de R$ 626,097 bilhões para R$ 637,789 bilhões. Já a base monetária avançou 5% na média, aumentando de R$ 90,484 bilhões em março para R$ 90,926 bilhões em abril.Segundo o Departamento Econômico do Banco Central (Depec), com a variação, o estoque das operações de crédito, na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB), aumentou de 31,7% para 32,1%. No acumulado do ano, os empréstimos bancários apresentam aumento de 5,1%. A expansão acumulada em 12 meses até abril está em 20,3%.

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