Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

''Juro cai com IPCA no centro da meta''

Para Mantega, inflação deve ficar entre 6% e 6,5% este ano e taxa Selic não vai prejudicar o crescimento

Fabio Graner, O Estadao de S.Paulo

21 de agosto de 2008 | 00h00

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que "os juros só serão reduzidos quando a inflação retomar patamar próximo ao centro da meta de inflação", fixado em 4,5% até 2010. Simultaneamente, ele ponderou que a taxa Selic não vai prejudicar o crescimento econômico porque a taxa de juros de longo prazo (TJLP), referência para os empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) às empresas, se mantém em nível baixo, viabilizando os investimentos na ampliação do parque produtivo.Apesar de não esperar uma queda dos juros tão cedo, Mantega, que participou do programa Bom Dia Ministro, promovido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), tentou passar uma mensagem de tranqüilidade sobre os rumos da inflação. Destacando os índices de preços mais baixos recentemente, reflexo da queda internacional das commodities, o ministro disse que a inflação deve fechar este ano entre 6% e 6,5%, portanto dentro do intervalo de tolerância da meta. IOFNa entrevista, ele descartou a adoção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de leasing de automóveis como medida adicional no combate à inflação. "Não há nenhuma medida de IOF sendo estudada no momento. É claro que, se nós julgarmos necessário, tomaremos as medidas adequadas para o momento. Não há no forno do Ministério da Fazenda medida nesse sentido." Apesar da negativa, o tema foi de fato objeto de estudos da equipe econômica. O foco maior era resolver a distorção hoje existente, em que as operações de leasing são isentas de IOF, enquanto as operações tradicionais de crédito recolhem o tributo. Mas, ao avaliar a hipótese de cobrar IOF do leasing, Mantega também visava moderar o ritmo da atividade econômica. Os estudos não estavam concluídos, mas na equipe econômica havia dúvidas sobre o impacto da eventual adoção do tributo no ritmo da economia e também sobre a viabilidade política de se adotar uma tributação que possivelmente teria de ser discutida no Congresso e afetaria um setor que hoje lidera a geração de empregos. Na entrevista à EBC, Mantega voltou a dizer que a alta nos índices de preços ocorre em todo o planeta, e é derivada da elevação do petróleo e das commodities agrícolas. Segundo ele, as medidas que o governo já tomou - como a elevação do superávit primário e da taxa de juros, além do aumento do IOF no crédito - têm o objetivo de resolver o problema da inflação "sem matar o paciente". De acordo com o ministro, o governo quer moderar o crescimento econômico para que essa expansão seja sustentável e não cause inflação. "Estamos moderando o ímpeto de crescimento para nos adaptarmos a uma situação de stress internacional", disse ele, que prevê crescimento de 4,5% a 5% neste ano. Para Mantega, embora esteja havendo uma expansão dos investimentos - o que garante que não haverá escassez de produtos -, o crescimento de 8% ao ano no consumo é exagerado e precisa ser reduzido para a casa de 6,5%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.