Juro cai se for mantida política econômica, diz Fazenda

Para Nelson Barbosa, ampliar os investimentos para aumento da capacidade produtiva é o mais importante para baixar os juros

Renata Veríssimo e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

22 de novembro de 2011 | 12h01

BRASÍLIA - O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse nesta terça-feira, 22, que, mantida a condução da atual política econômica, será possível que o Banco Central (BC) continue com a trajetória de queda dos juros até 2014. Ele destacou que a taxa de juros no Brasil começou a cair no início do governo Lula, com a estabilização da economia, e continua com tendência de queda. Segundo ele, o mais importante para baixar os juros neste momento é a ampliação dos investimentos no País para aumentar a capacidade produtiva brasileira.

"Por isso, o PAC é tão importante para reduzir nossa taxa de juros", afirmou ,em solenidade de balanço das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Barbosa disse que aumentar a taxa de investimento também é fundamental para sustentar o crescimento econômico na casa dos 5%.

Ele destacou a revisão, na semana passada, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dos dados de investimento em 2009. Ele disse que a revisão passou despercebida, mas deve alterar os dados de 2010 e 2011. "A implicação para 2010 e 2011 a gente não sabe, mas muda a referência", destacou. A taxa de investimento em 2009 subiu em 1,2 ponto porcentual para 18,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

ICMS

Barbosa disse também hoje que o Comitê de Política Fazendária (Confaz) volta a discutir a proposta de unificação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre os Estados na próxima reunião marcada para dezembro. Segundo ele, esta é uma matéria de reforma tributária mais complexa por envolve todos os entes da federação, mas importante porque pode reduzir a guerra fiscal.

Ele destacou que o governo conseguiu este ano cumprir três partes de reforma tributária: a ampliação do Simples Nacional, a devolução de crédito de PIS e Cofins por investimentos em bens de capital e a desoneração da folha de salários das empresas de alguns setores.

Etanol

O secretário executivo da Fazenda disse ainda que medidas tributárias para baratear o custo do etanol só serão tomadas pelo governo se houver espaço fiscal. Segundo ele, porém, as medidas de estímulo à produção e à formação de estoques de combustível deverão ser anunciadas até o dia 15 de dezembro.

Barbosa afirmou que o governo conta com uma maior estabilidade nos preços do etanol em 2012 para que a inflação do próximo ano possa ficar abaixo de 5%.

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