Juro do cheque especial cai para menor patamar desde março de 2008

Segundo dados do BC, o custo de um dos créditos mais caros do País caiu de 167,1% ao ano para 151,0% ao ano 

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

30 de agosto de 2012 | 17h53

BRASÍLIA - O juro cobrado no cheque especial ainda assusta os clientes de banco, mas registrou forte queda em julho na comparação com junho, levando a taxa a atingir o menor patamar desde março de 2008. Segundo dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira, 30, o custo de um dos créditos mais caros do País caiu de 167,1% ao ano para 151,0% ao ano. Há pouco mais de quatro anos, estava em 149,8% ao ano.

O recuo de um mês para o outro foi de 16,1 pontos porcentuais. Essa redução apenas em julho se aproxima da metade de tudo o que a taxa caiu durante o ano até o mês passado (37,1 pontos porcentuais). Também é o maior recuo mensal desde maio de 2009, quando o cheque especial passou de 193,7% para 173,3% ao ano. Naquela ocasião, quando a economia brasileira passava por uma série de mudanças importantes, como a adoção do câmbio flutuante, a queda do juro foi de 20,4 pontos.

Ao chegar a 151,0% ao ano, o juro dessa modalidade de crédito atingiu outra marca importante: chegou quase à metade do que era cobrado quando o BC começou a sistematizar a série histórica do indicador, em julho de 1994, data de lançamento do Plano Real.

O movimento de baixa beneficia não só os tomadores desse tipo de financiamento. Influencia também o resultado da taxa geral monitorada pelo Banco Central. Conforme a autoridade monetária, essa referência, que é composta de vários tipos de crédito, caiu pelo quinto mês consecutivo em julho e chegou a 30,7% ao ano, o menor patamar desde 2000.

Em julho, o volume que os correntistas deviam aos bancos no cheque especial era de R$ 21,4 bilhões. Apenas no mês passado, no entanto, R$ 26,9 bilhões foram contratados nessa modalidade, o que revela a alta rotatividade desse tipo de crédito. Apesar de ter recuado 5,4% em julho ante junho, a média diária do uso do cheque especial no mês foi a mais alta entre todas as modalidades de financiamento - incluindo cartão de crédito -, de R$ 1,2 bilhão.

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