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Juro do cheque especial registra maior taxa média desde 2003

Entre dez bancos ouvidos pelo Procon-SP , sete subiram taxa, passando de 8,96% para 9,27% neste mês

Da Redação,

13 de novembro de 2008 | 15h30

Os juros médios do cheque especial para pessoa física passaram de 8,96% ao mês para 9,24%mensais,o que representa um acréscimo de 0,28 ponto percentual, segundo pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP no dia 4 deste mês em dez instituições financeiras.Com esse avanço, o cheque especial registrou a maior taxa média desde julho de 2003, quando atingiu o 9,27%. Dos dez bancos pesquisados - Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco - sete elevaram as suas taxas. O Procon também pesquisou as taxas de juros praticadas por essas instituições para o empréstimo pessoal. De acordo com o levantamento, a taxa média dos bancos para esse tipo de empréstimo subiu de 6,04% ao mês em outubro para 6,15% ao mês, o que significa um acréscimo de 0,11 ponto percentual. Ao romper a barreira dos 6%, voltamos aos patamares do primeiro semestre de 2003,época em que o cenário externo também era motivo de apreensão. Dentre as maiores altas praticadas para os empréstimos pessoais, a maior foi a do Bradesco, que alterou de 5,47% para 5,99%, um acréscimo de 0,52 ponto percentual. A seguir, veio o Itaú, que passou de 6,89% para 7,09%, representando um aumento de 0,20 ponto percentual. O Real alterou de 7,95% para 8,15%, com um acréscimo também de 0,20 ponto percentual. O Santander passou de 5,90% para 6,00% , com um aumento de 0,10 ponto percentual, e HSBC alterou de 4,82% para 4,85%, com um acréscimo de 0,03 ponto percentual. Os demais bancos mantiveram suas taxas de empréstimo pessoal. O Bradesco também teve o maior reajuste no caso do cheque especial, passando de 8,05% para 8,64%, o que significa um acréscimo de 0,59 ponto percentual. O Real alterou de 9,28% para 9,85% , com avanço de 0,57 ponto percentual. O Safra alterou de 11,79% para 12,30%, com acréscimo de 0,51 ponto percentual. O Santander passou de 9,28% para 9,70%, com acréscimo de 0,42 ponto percentual. O HSBC alterou de 8,91% para 9,25%, com acréscimo de 0,34 ponto percentual. O Unibanco passou de 8,39% para 8,59%, o que significa um acréscimo de 0,20 ponto percentual. O Itaú alterou de 8,75% para 8,95%, um acréscimo de 0,20 ponto percentual. Os demais bancos mantiveram suas taxas de cheque especial.Os dados coletados referem-se às taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias. Na reunião de outubro do Comitê de Política Monetária - COPOM, o Banco Central decidiu manter os juros básicos da economia em 13,75% anuais. Para essa decisão pesou o fato do Brasil estar convivendo com um problema sério de falta de liquidez, que levou o Banco Central a injetar dinheiro no mercado. Nesse cenário, prevaleceu o temor de que um maior aperto da política monetária poderia agravar os efeitos da crise externa na economia, com impacto no emprego e na renda. A pesquisa do Procon-SP conclui que a situação piorou muito para o tomador de crédito. As instituições financeiras decidiram apertar o crédito e as taxas de juros voltaram a subir de maneira expressiva. Se antes o cheque especial já era uma linha de crédito muito cara, agora se torna impraticável. Portanto, os técnicos do Procon-SP alertam que o momento é para muita cautela e recomendam que o consumidor aguarde momentos mais favoráveis para a contratação de empréstimos. Texto ampliado às 16h35

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