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Juro do rotativo cai 25 pontos e cheque especial passa a ser crédito mais caro

Em abril de 2017, começou a valer a nova regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos

Fabrício de Castro e Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 11h16

O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito caiu 25 pontos porcentuais de abril para maio, informou o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 328,6% em abril para 303,6% ao ano em maio. O juro do cheque especial também caiu, mas menos do que o do cartão. Agora, o cheque especial passou a compor o maior juro do sistema financeiro: 311,9% ao ano.

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Com a queda do juro do rotativo, a operação do cartão deixou de ser a taxa mais elevada entre as avaliadas pelo BC. Isso aconteceu porque o cheque especial recuou com menos intensidade, e passou de 321,0% para 311,9% ao ano entre abril e maio. Um ano antes, a taxa do cheque estava em 325,1% e do rotativo geral, em 380%. 

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Dentro do juro do rotativo do cartão, a taxa da modalidade "rotativo regular" caiu de 248,1% para 243,0% ao ano de abril para maio. Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que há o pagamento mínimo da fatura.

 

Já a taxa de juros da modalidade "rotativo não regular", que inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado, recuou de 385,2% para 346,1% ao ano.

No caso do pagamento parcelado no cartão de crédito, o juro recuou de 171,9% para 165,5% ao ano. Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 73,1% para 67,3% de abril para maio.  

A queda do juro do cartão ocorreu após a adoção das novas regras dessa operação. Em abril de 2017, começou a valer a nova regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. 

A intenção do governo com a nova regra é permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recue, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado. 

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