Juro dos EUA reforça aposta em queda da Selic

Nem a briga política que ameaça rachar a base de sustentação do governo e já impôs uma derrota ao Executivo está abalando a perspectiva de trajetória de queda na taxa de juros. O mercado mantém sua aposta de corte da Selic na próxima reunião do Copom, nos dias 13 e 14. Com a definição do Fomc ontem nos EUA, de queda de 0,5 ponto porcentual no juro dos fed funds, as estimativas para a Selic começam a se delinear entre uma queda de 0,25 e 0,50 ponto porcentual. Mas, como essa tendência já vinha sendo antecipada pelos investidores, os especialistas não descartam movimento de realização de lucros hoje.Para a montagem das posições objetivando o encontro do Copom, os mais cautelosos avaliam que, por já ter reduzido a Selic em 1,25 ponto porcentual, o governo precisa avaliar o desenrolar das economias brasileira e norte-americana, antes de dar sequência à política monetária agressiva dos últimos dois meses. Além disso, alguns analistas acrescentaram os temores em relação à balança comercial, que mostrou déficit de US$ 554 mi até o último dia 26. Esses, com certeza, ficarão de olho no número do mês fechado de janeiro, que deve ser divulgado hoje. Porém, os otimistas ressaltam que não há motivos para o governo desacelerar a economia enquanto a inflação estiver sob controle e o déficit for financiável por investimentos diretos. Também defendem a idéia de que o corte da Selic projetado para este ano se concentre no primeiro semestre, quando o período é sazonalmente favorável à medida.

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