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Juro é a charada do título público

Definir taxa prefixada ou pós-fixada determinará rendimento; opção deve levar em conta prazo da aplicação

Mariana Segala e Yolanda Fordelone, O Estadao de S.Paulo

30 de março de 2009 | 00h00

Ao comprar um título público pelo Tesouro Direto, o investidor se vê diante de um dilema essencial: seria melhor definir a taxa de juros no momento da compra, ao optar por um papel prefixado, ou esperar para conhecer o rendimento total apenas no vencimento do título, hipótese em que terá escolhido uma aplicação pós-fixada? Em um período de queda da taxa Selic, como o atual, escolher uma alternativa ou outra definirá quanto o investidor ganhará com o investimento.Os títulos prefixados são os mais indicados para os investidores que precisarem dos recursos em prazo inferior a três anos. Nesse horizonte de tempo, a expectativa é de que a inflação não significará um risco ao rendimento real. O título mais curto (LTN) tem vencimento em janeiro de 2010 e oferece, atualmente, taxa de 9,87% ao ano. "As próximas quedas do juro já estão embutidas no papel. Ele tende a não variar muito nos próximos meses, o que traz menos risco para quem quer apenas garantir o poder de compra", avalia o diretor-executivo da BI Invest, Reinaldo Zakalski.Este é o caso do funcionário público Licurgo Carvalho, de olho no pagamento da parcela referente à entrega das chaves de seu novo apartamento, em 2010. "Sempre que sobra dinheiro no final do mês, eu aplico pela internet em papéis com juros fixos", diz.Se o investidor mirar prazos superiores a três anos, o melhor caminho é buscar títulos pós-fixados que combinem taxa de juros definida no momento da compra e a inflação futura até o vencimento da aplicação, pelo IPCA. Esses papéis, como a NTN-B ou NTN-B Principal, são adequados aos interessados em garantir recursos para a aposentadoria, a faculdade dos filhos ou qualquer objetivo relacionado à preservação do valor do dinheiro no longo prazo.Atualmente, a taxa oferecida nos papéis vinculados à inflação está entre 6,5% e 7% ao ano, dependendo do prazo de vencimento. "Conseguir a correção da inflação mais juros de 6,8% ou 6,9% por ano ainda é uma remuneração muito boa", afirma o diretor da corretora Petra, Ricardo Binelli.ENTENDASelic - Meta da taxa de juros básica da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que influencia o retorno dos investimentos em renda fixa.Tesouro Direto - Programa de venda direta de títulos públicos a pessoas físicas pela internet, oferecido pelo Tesouro Nacional.

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