Juro é apontado como maior limitador do crescimento no País

Sondagem da FGV aponta, porém, que preocupação do consumidor com a inflação e a crise aumentaram

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

06 Outubro 2008 | 15h17

A taxa de juros, mais que a inflação e a crise externa, foi apontada como o principal fator que limita o crescimento econômico brasileiro, em entrevistas da edição de setembro da Sondagem de Expectativas do Consumidor, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os juros foram indicados por 36,4% dos entrevistados. A inflação por 21,7% e a crise externa por 14,9%.   Veja também: Investidores estão correndo para o dólar, diz Celso Ming  Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA     Apesar disso, a Sondagem captou um aumento de preocupação com a inflação e a crise da edição anterior, em maio, para a de setembro, enquanto o percentual dos que apontaram os juros ficou inalterado. Em maio, a crise internacional era citada por 10,2%, ou seja, houve um aumento de 4,7 pontos percentuais entre uma edição e outra da pesquisa na proporção dos que apontavam a crise como maior limitador ao crescimento nacional. No caso da inflação, o aumento foi de 2,9%. A violência urbana foi indicada por 11,5% dos entrevistados e "outros" por 15,5%.   A coleta de dados foi feita entre os dias 1 e 19 de setembro. A crise externa se agravou fortemente após o anúncio de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers no fim de semana de 13 e 14 de setembro.   Dia das Crianças   A Sondagem de Expectativas do Consumidor traz indicadores em sentidos contrários sobre os gastos para o Dia das Crianças. O indicador que mede a diferença entre a proporção de respostas favoráveis, que indicam maiores gastos, e de respostas desfavoráveis, que representam intenção de menores despesas, mostrou estabilidade em relação ao mesmo período do ano passado, segundo nota da FGV. No entanto, a mesma nota diz que a pesquisa mostra que houve aumento de 16,5% no preço médio do presente na comparação com 2007.   A parcela dos que disseram que iriam gastar mais elevou-se de 12,7% para 17,6% do total de setembro de 2007 para o mês passado, ou 4,9 pontos percentuais. A proporção dos que pretendem gastar menos cresceu de 19,8% para 24,9%, o que corresponde a 5,1 pontos percentuais. A diferença, de 0,2 ponto percentual, indica a estabilidade.   No caso do preço dos presentes, a faixa de renda mais baixa, de renda familiar até R$2.100,00 por mês, indicou o maior aumento nos gastos previstos, de 28,2%. Os presentes mais citados foram os brinquedos, por 41% dos entrevistados, com destaque para as bonecas, que aparecem com uma parcela de 10,4% e pelos carrinhos, com 8,0%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.