Juro e compulsório apertam crédito ao consumidor

Os empréstimos a pessoas físicas feitos por instituições financeiras caíram 5,6% em outubro em relação a setembro. O volume de recursos somou R$ 22,2 bilhões, contra R$ 23,6 bilhões do mês anterior. Também em relação a outubro de 2001, es te montante registrou recuo, de 7,6%.De acordo com a consultoria Partner, que pesquisa mensalmente este indicador, o encolhimento do crédito ao consumidor foi resultado do cenário desfavorável e principalmente do aumento do depósito compulsório dos bancos e a elevação da taxa básica de juros para 21% ao ano (Selic). Estas duas medidas retiraram cerca de R$ 14,2 bilhões da economia, na estimativa do Banco Central. Álvaro Musa, sócio da Partner, acredita que a estagnação das concessões de crédito ao consumidor deve se manter até o final do ano. Desde o primeiro trimestre do ano, o montante emprestado vem registrando queda na comparação com 2001. Desta forma, o saldo em aberto (emprestado ao consumidor) registrou uma redução de 1,8%, saindo de R$ 76,5 bilhões em setembro para R$ 75,2 bilhões em outubro. Os segmentos cujas concessões de crédito mais caíram foram de veículos e de cartões de crédito, de 17,6% e 8%, respectivamente.

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