Juro futuro abre em alta com Mantega falando de emprego

Na apresentação ao PT, ministro diz que País enfrenta a crise com forte estímulo à economia e manutenção do emprego

Fernando Travaglini, da Agência Estado,

09 de maio de 2013 | 12h14

Os juros futuros abriram a sessão sem direção definida, após volatilidade da véspera, mas logo passaram a subir em quase todos os contratos com discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em palestra a parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo documento apresentado pelo ministro, o Brasil enfrenta a crise com forte estímulo à economia e manutenção do emprego. "Tão mais importante do que o PIB é a geração de empregos formais." O mercado entende que seria necessário desaquecer o mercado de trabalho para controlar a inflação, mas o governo resiste à ideia.

Às 9h28, o contrato para janeiro de 2014 operava a 7,88%, de 7,86% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 subia para 8,23%, na máxima, de 8,19% na sessão anterior. Apenas os contratos mais curtos cediam. O DI para julho de 2013 era negociado a 7,42%, de 7,43% ontem, mas apenas um negócio foi registrado.

Na apresentação, o ministro da Fazenda também destacou que, no Brasil, não houve crise para a maioria da população e que o País enfrenta a crise com forte estímulo à economia e manutenção do emprego, mantendo fundamentos sólidos, solidez fiscal e inflação sob controle. Ainda pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de abril projeta uma safra de 185,0 milhões de toneladas em 2013, com aumento de 2,0% ante o levantamento de março. Se confirmada, a safra será 14,2% superior à do ano passado, quando foi de 161,9 milhões de toneladas.

Já a produção industrial aumentou em 8 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, na passagem de fevereiro para março. Na comparação com março de 2012, 11 dos 14 locais pesquisados apresentaram recuo na produção industrial, um resultado negativo disseminado, segundo o IBGE. Mais tarde, os investidores locais devem repercutir o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em março.

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