Juro futuro sobe e Bolsa recua com declarações de Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, antecipou hoje o efeito que deveria ser provocado pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada amanhã. As taxas futuras mais longas subiram, indicando que a interpretação do mercado para as declarações de Meirelles é que o espaço para redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, está chegando ao final. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os contratos com taxas pós-fixadas (DIs) e vencimento em abril encerraram o dia com juros de 17,77% ao ano, frente a 17,67% ao ano negociados ontem. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as declarações do presidente do BC também influenciaram os negócios. O Ibovespa ? índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa ? fechou em queda de 1,55%, em 17.944 pontos (mínima do dia). O giro financeiro somou R$ 946 milhões. O mercado acionário tende a ficar mais atrativo com a redução dos juros. Isso significa que uma redução mais lenta das taxas influencia de forma negativa o mercado de ações. O dólar comercial encerrou o dia no patamar de R$ 2,8450 na ponta de venda dos negócios, em baixa de 0,52% em relação às últimas operações de ontem. A moeda norte-americana iniciou o dia no patamar de R$ 2,8540 e oscilou da máxima de R$ 2,8580 à mínima de R$ 2,8440. Com o resultado de hoje, o dólar registra baixa de 1,66% no mês e acumula queda de 19,63% no ano.

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